Como é habitual nos novos equipamentos, a especialista em reparações iFixit pegou no bisturi para espreitar no interior do Apple Watch Series 7 que foi lançado recentemente no mercado. Mas desta vez teve a ajuda de ex-engenheiros da Apple que ajudaram a desvendar os seus segredos, alguns deles ligados aos primeiros designs dos smartwatches.

Começando pelo ecrã, apenas foi necessário aquecer um pouco para amolecer o adesivo, encostando-o num tapete aquecido a 80ºC. O aquecimento permitiu testar os sensores de saúde, iguais aos do anterior Apple Watch Series 6. No interior, os especialistas dizem que as mudanças são subtis, mas significantes. Mas o que chamou a atenção foram as mudanças no ecrã. “Apesar de ser novo e melhorado, parece menos complexo à primeira vista”, é referido na conclusão. No modelo anterior o ecrã tinha dois cabos, um para o sensor tátil ou para o próprio painel OLED. O ecrã do novo modelo tem apenas um cabo de ligação para as duas finalidades.

Veja na galeria o processo de desmontagem do Apple Watch 7 feito pela iFixit

Nesse sentido, o ecrã utiliza um painel tátil integrado no OLED, o chamado “on-cell touch”, que é a mesma tecnologia dos smartphones iPhone 13. E isso pode justificar os atrasos que têm ocorrido com os novos smartphones, desde que foram anunciados em setembro, uma vez que a crise de componentes tem afetado a produção dos ecrãs OLED. Ainda recentemente a Apple teve de cortar com a produção de 10 milhões de iPhone 13, devido a escassez de componentes ligados à alimentação do OLED.

A iFixit aponta ainda uma ligeira mudança nas baterias, com dimensões um pouco maiores que o ano passado, justificando a compensação para o gasto de mais energia da nova tecnologia. Algo que não é suposto refletir-se na autonomia geral do equipamento.

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O aspeto mais importante diz respeito à reparabilidade do equipamento. Tanto o ecrã como o motor tátil podem ser trocados, mantendo-se funcionais com a substituição das peças de outro relógio. E o mesmo foi apontado à sua bateria, inclusivamente o sistema a detetar o estado de saúde da nova que foi introduzida. E o melhor é que a bateria de um Apple Watch Series 6 foi verificada como compatível com o novo equipamento.

Nesse sentido, na sua pontuação final, a iFixit atribuiu um sólido 6 em 10 na tabela de reparabilidade, devido à sua construção modular e o acesso direto tanto ao ecrã como bateria, os elementos que mais se estragam num smartwatch. No entanto, é recomendado à Apple um manual de serviço, peças de reparação a preços acessíveis e menos adesivos a agarrar o ecrã.

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