No mesmo local do costume, o stand da Sony na IFA voltou a ser o espaço onde se misturam os produtos de maior sucesso anunciados desde o início do ano e as novidades com que a marca quer conquistar os consumidores ainda a tempo do Natal, pelo menos em alguns mercados.

A importância da IFA não permite à Sony faltar à chamada e à apresentação de novos produtos, e a empresa nipónica não desiludiu os fãs, sobretudo para quem tem a marca como referência na fotografia, vídeo e no som. O lançamento dos Sony Xperia XZ1, de que o TEK já deu conta, foi o anúncio mais mediático, até porque os novos smartphones são candidatos ao prémio dos melhores gadgets da IFA. Mas há mais para descobrir e a nova câmara RX0 merecia ter recebido mais atenção.

A nova câmara da Sony fica num espaço especial entre as máquinas fotográficas e de filmar e as câmaras de ação, com uma lente, sensor de imagem e processador de imagem super compactos, mas garantindo uma boa qualidade mesmo em condições limite.

Pedro Jesus, diretor de marketing da Sony Ibéria, explicou ao TEK que este é um conceito diferente e que é construído com base numa experiência comprovada da Sony nesta área.

“As câmaras de ação tinham necessidade de alta qualidade e a RX0 surge com esse objetivo”, adianta Pedro Jesus. O sensor é o mesmo da RX100, mas a dimensão foi reduzida para alcançar um tamanho que permita a sua utilização em variados cenários, incluindo o uso com um drone. À prova e choque e resistente a mergulho até 2 metros, a nova câmara pode ser usada também em sistemas multicâmara, como alguns modelos de design conceptual mostravam no stand.

A fotografia digital é uma área chave para a empresa que já número 1 em vários mercados, entre os quais a Áustria, Espanha e Alemanha e “a Sony quer continuar a ser game changer”, e a nova câmara Sony α9 traz mais performance e um sensor CMOS avançado.  Depois de um “excelente ano” de 2017 na fotografia a marca estima que em 2018 pode chegar a número 1 do segmento premium na Europa, embora em Portugal o mercado seja mais lento.

Nas televisões a Sony também esteve "em grande" e anunciou um novo modelo da série A1 de Bravia OLED, agora com 77 polegadas que tornam mais evidente a reduzida espessura do ecrã e projetam a tecnologia de superfície acústica que integra o televisor.

A área do som não ficou para trás e a Sony tem  novos Walkman das séries NW-ZX300 e  NW-A40, acompanhadas de auriculares, auscultadores e sistemas in ear com tecnologia de cancelamento de ruído e mais duração de bateria, os WF-100X.

O design acompanha a evolução do som e a Sony harmonizou também o design e as cores dos auscultadores com os Walkman e os telemóveis para criar mais harmonia nas várias gamas, como explica o diretor de marketing da Sony Ibéria. Nos auriculares a Sony tem 30% de mercado e é número 1 na Europa, sendo que é o segmento premium o que mais cresce, diz Pedro Jesus.

Televisores curvos já não há, ficando a tecnologia relegada para os monitores de jogos, e não se veem sinais de 3D, enquanto a realidade virtual foi “enquadrada” no canto da PlayStation. E então quais são as tendências de futuro? Provavelmente passam por conceitos de projeção e ideias que ainda estão a ser desenvolvidas no programa de aceleração, o Seed Acceleration Program da marca, que levou alguns projetos à IFA.

Mais avançados, mas ainda protótipos, alguns dos conceitos projetam o futuro próximo no Life Space UX, onde os visitantes puderam experimentar as ideias que ainda têm de dar provas.

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