Nome de código: Kepler-452b. Mas a alcunha para os investigadores da Agência Espacial Norte-Americana é muito mais elucidativa: Terra 2.0. Os investigadores encontraram um exoplaneta a 1.400 anos-luz, mas que apresenta boas probabilidades de albergar vida tal como é conhecida.

Isto porque o planeta tem sensivelmente o tamanho da Terra - o diâmetro é 60% maior-, está relativamente à mesma distância da sua estrela principal, que por sinal é bastante semelhante ao Sol, no tamanho e no brilho. Até a órbita do Kepler-425b não é muito diferente daquela que o “berlinde azul” faz num ciclo de 365 dias, demorando apenas mais 20 dias.

Por estar na chamada “zona habitável” - isto é, onde a temperatura permite a existência de água em estado liquido -, os investigadores chamam-lhe o “primo mais velho da Terra”. E os dados recolhidos pelo telescópio Kepler, cruzados com informações de outras investigações, levam a crer que o planeta também terá uma formação maioritariamente rochosa.

“É inspirador considerar que este planeta passou seis mil milhões de anos na zona habitável da sua estrela, mais do que a Terra. Isso é uma oportunidade substancial para o surgimento de vida, desde que todos os ingredientes e condições necessárias para  a existência de vida estejam neste planeta”, salienta o analista da NASA, Jon Jenkins, em comunicado.

Mas a “Terra 2.0” não foi a única descoberta. A NASA acrescentou ainda à sua lista de candidatos mais 11 planetas que pelas condições que apresentam podem ser casa para vida extraterrestre.

Os resultados agora apurados vão ser publicados no Jornal de Astrofísica, publicação científica de referência na área.

Nota de redação: corrigidos erros e gralhas por indicação dos leitores

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