Chama-se Huawei Ascend P7, é o mais recente topo de gama da tecnológica asiática, tem um preço de venda recomendado de 449 euros e vai chegar a Portugal no início de junho. Estas são as informações que resumem de grosso modo a curiosidade dos consumidores mais ávidos.



Mas o Ascend P7 não é um smartphone qualquer. É um smartphone que vai ser obrigado a provar-se, a mostrar força perante a concorrência e se possível, vai tentar roubar alguns utilizadores às gigantes do segmento móvel Apple e Samsung.



A pressão é colocada pela própria empresa que durante o evento de apresentação do smartphone comparou-o várias vezes ao iPhone 5s e ao Galaxy S5. O TeK passou os primeiros dias com o equipamento da Huawei e enumera de seguida os pontos que numa primeira análise parecem colocar este smartphone a par, acima ou abaixo da concorrência direta.



Design


A Huawei pode não gostar da comparação, mas o mesmo já tinha sido dito acerca do P6: o Ascend P7 é muito parecido com o iPhone, exceto na parte inferior do telemóvel. Os cortes na lateral, o desenho da câmara e até o brilho do painel traseiro fazem lembrar alguns modelos dos smartphones da Apple.



Mas é preciso dar crédito na mesma à empresa. Conseguiu construir um equipamento com alta qualidade, muito fino, com uma relação de tamanho onde o ecrã sai a ganhar e que mesmo apresentando um ecrã de cinco polegadas, controla-se facilmente apenas com uma mão.



No design é um +++ para a fabricante chinesa.

Software


O software está melhor. A experiência de utilização continua a cruzar-se com a do iPhone: todos os ícones são dispostos num ecrã inicial e não há um menu onde as aplicações possam estar resguardadas. Até no ecrã de bloqueio é possível chamar do fundo do ecrã um menu de ações rápidas tal como no iOS 7.



Com ícones mais minimalistas e de simbologia mais direta é fácil para os utilizadores orientarem-se no equipamento. Apesar de haver muitas opções de personalização, nem todas são bonitas – mas os gostos não se discutem, cultivam-se.



Apesar da diferenciação que tenta aplicar, a Huawei continua sem ter um interface de marca tal como a Sony tem nos Xperia e a HTC tem com o Sense.



A menos que goste de um Android que tem aspeto de iPhone, então no software o resultado é um -.



Câmara


O Huawei Ascend P7 tem um belo par de câmaras. Com sensores que permitem captar fotografias de 13 e oito megapíxeis, os resultados são bastante satisfatórios.



O detalhe das imagens em ambientes com bastante luminosidade faz-se sentir de forma declarada e mesmo em ambientes escuros os resultados são bastante positivos. O smartphone da tecnológica chinesa pode perfeitamente assumir o papel de câmara fotográfica secundária para as ocasiões onde a câmara dedicada não está disponível.



Entre qualidade das fotografias, uns arrojados oito megapíxeis no sensor frontal e as inúmeras funcionalidades ligadas à edição ou captação de imagens – como a ferramenta de selfies panorâmicas - o Ascend P7 é um ++.



Fluidez


O telemóvel não tem empancado, mas também não apresenta a mesma fluidez que outros equipamentos que já foram lançados em 2013. Não basta ter processador de quatro núcleos, é preciso saber otimizar a relação com o software.



Salientando, mais uma vez, que o telemóvel tem um desempenho rápido, o Ascend P7 parece mostrar sinais de que passados alguns meses de utilização, sobretudo nas mãos de heavy users, vai exigir um factory reset. Nada de errado com isto, as limpezas de primavera até são aconselhadas e acontecem em todos os dispositivos.



Na fluidez, com algumas reservas, a pontuação é +.



Detalhes


Será que aquilo que faz diferença num telemóvel, faz também diferença junto do utilizador ao nível da experiência de utilização? Será preciso encher o telemóvel de pequenas novas funcionalidades, ou poucas e boas bastam?



Nos detalhes a Huawei acertou. Colocou, não muitas, aplicações que os utilizadores precisam em situações específicas, mas que dão jeito ter por perto: uma aplicação de espelho que liga de imediato a câmara frontal; uma aplicação de lupa que tem realmente algum poder de ampliação; uma aplicação que faz gestão de cópia de segurança; e uma outra que funciona como gestor do telefone para eliminar “lixo” desnecessário e alertar sobre apps que consomem muita energia.



Nos detalhes o P7 leva um +.



Preço


Aqui o Huawei sai a ganhar - para os que pensam que o valor de um telemóvel se traduz simplesmente pela quantidade de dinheiro que é desembolsada para o levar para casa.



Com uma etiqueta de 450 euros posiciona-se bem abaixo do iPhone 5s e do Galaxy S5, apesar de não ter por exemplo ferramentas biométricas. Mas também é verdade que se coloca acima de outros equipamentos que são interessantes do ponto de vista monetário: Nexus 5 da Google e o One da OnePlus por exemplo.



Com base nos pontos negativos e positivos apresentados, o consumidor deverá fazer uma equação e ver se os euros que poupa ou gasta a mais compensam para as funcionalidades que não tem ou para os elementos onde o telemóvel se destaca.



Estas foram as primeiras impressões. Como o smartphone ainda não está à venda, tem bastante tempo para ponderar se o posicionamento da marca em relação ao iPhone e ao Galaxy justifica-se. Até lá vai poder também contar com uma análise que vai olhar para outros pontos do telemóvel – como a velocidade de rede – e tomar a decisão mais consciente possível.



Mas no fim fica de facto a imagem que o Huawei Ascend P7 é um telemóvel que representa um salto qualitativo relativamente ao P6 e consegue realmente colocar a tecnológica chinesa entre as fabricantes de alta gama.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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