Se o Ultra HD não vai até às pessoas, vão as pessoas até ao Ultra HD. Esta tem sido a abordagem seguida pelas marcas de fotografia que têm equipado os seus mais recentes dispositivos com a possibilidade de gravação em 4K.

Na realidade esta tendência está a gerar um desiquilíbrio no mercado: os utilizadores estão a ficar habituados a gravar em Ultra HD, mas continuam sem ter televisores para consumir os conteúdos ou computadores decentes para os poderem editar.

Mas à medida que, por exemplo, os televisores 4K estão a ficar mais acessíveis, as tecnológicas da área da fotografia continuam a trabalhar na massificação do standard de qualidade de vídeo. E a Panasonic tem sido um dos faróis neste ponto de vista.

A Lumix G7 é a mais recente aposta da empresa e tal como aconteceu com a GH4 - e de certa forma até na Lumix 100 -, o Ultra HD volta a estar no centro da experiência de utilização. Mas com algumas particularidades: está mais acessível do ponto de vista do preço e existem novas funcionalidades a explorar, sobretudo na fotografia 4K.

O especialista em fotografia e evangelista do 4K, Txomin Larramendi, guiou o TeK numas primeiras impressões da Panasonic Lumix G7.

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De acordo com as palavras de Txomin, esta máquina é em 80 a 85% dos casos destinada para pessoas que procuram uma máquina na área do vídeo. É acima uma verdadeira “videocêntrica”.

Então mas não é suposto ser uma máquina fotográfica? E é. Mas o especialista lembra que se está a viver uma época de convergência na qual as câmaras fotográficas estão a aprender não só elementos que no passado pertenciam exclusivamente a câmaras de vídeo profissionais, como também está a conjugar alguns elementos dos smartphones - como a possibilidade de escolher o ponto de focagem no ecrã da máquina com a ajuda do dedo.

A G7 é um exemplo desta convergência sobretudo ao nível do vídeo. No campo da gravação em Ultra HD a máquina permite não só o “típico” 4K a 25 frames por segundo, como também uma funcionalidade que explora o 4K Cinematográfico, dando um aspeto mais “hollywoodesco” às suas gravações.

O utilizador pode escolher depois várias opções de personalização, incluindo qual o formato no qual quer gravar os vídeos, entre MP4 e AVCHD.

Destaque também para a tecnologia de focagem contínua que agora tem a capacidade não só de identificar um objeto pela forma, como também pela cor. Se estiver a filmar, por exemplo, uma corrida automóvel, a máquina consegue focar apenas no carro que mais lhe interessar usando estes dois parâmetros.

A nova Lumix também está minimamente equipada do ponto de vista da conectividade produtiva, sendo que tem uma entrada de áudio dedicada para microfones, dois microfones integrados, uma saída HDMI que passa a informação em 4K “bruto” e também ligação Wi-Fi.

Mas o factor diferencial desta máquina está na possibilidade de usar as potencialidades do 4K para conseguir as melhores fotografias. “Fotografar” em Ultra HD não significa captar frames únicos. Significa antes usar a tecnologia incorporada na máquina para conseguir fotografias de momento ou mais focadas com a ação - seja desporto ou vida selvagem.

Existem três modos diferentes para este efeito: um que grava um segundo antes e outros depois - num total de 60 frames - do utilizador carregar no obturador; outro que apenas capta os momentos enquanto o utilizador está no obturador; e um outro modo mais paciente, que permite criar um clipe de vídeo longo e ao qual se pode depois ir tirar o frame preferido.

A máquina otimiza todas as definições de captação ou então pode ser a própria pessoa a fazê-lo.

Resta no entanto referir que as fotografias captadas em modo 4K têm oito megapíxeis de dimensão, enquanto as fotografias normais da máquina conseguem 16 megapíxeis.

Da curta experiência que foi possível ter com a máquina, é de esperar muito do outros equipamentos da linha Lumix já entregam: um bom sistema de focagem, boa dinâmica de constrastes e imagens com um bom “recorte”. Mas só um teste mais aprofundado permite saber realmente o que vale o equipamento.

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Já do lado negativo, o grande senão parece estar na construção e robustez do equipamento. Para ser pequena e leve a Panasonic optou por uma construção totalmente em plástico, mas é um plástico que transmite uma sensação “barata” ao equipamento. No design é de destacar no entanto o lado mais clássico da G7, pelo facto de a Panasonic ter optado por uma construção mais “quadrada” e não tão arredondada.

A Panasonic Lumix G7 já está disponível no mercado português e tem um preço base de 799 euros, incluindo uma objetiva no pacote. Ainda que este seja um valor um pouco acima das possibilidades de muitos portugueses, vale a pena salientar que esta máquina traz a possibilidade de gravação semi-profissional Ultra HD até um segmento acessível.

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