A Rosetta foi “largada” no espaço com um plano detalhado que incluía vaguear pelo Sistema Solar durante 10 anos para o seu derradeiro encontro com o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

A missão de análise incluía não só acompanhar de perto o cometa, mas também pousar nesse cometa, naquela que seria a primeira “acometagem” da história espacial. Recolhendo informação in loco, a Agência Espacial Europeia, ESA na sigla original, queria desta forma tentar desvendar parte dos segredos do Universo.

A Rosetta não foi sozinha. Consigo levava a pequena Philae, uma espécie de robot destinado a pousar na superfície do cometa, com o objetivo de recolher informação através de vários instrumentos.

 

A pequena sonda tocou a superfície do cometa a 12 de novembro por volta das 16 horas de Portugal Continental, depois de umas horas antes se ter separado da sonda-mãe.

Mas nem tudo correu como o previsto. O entusiasmo inicial foi substituído por alguma apreensão, após verificar-se que o sistema de fixação do robot ao corpo celeste não funcionou da melhor maneira. Além disso, a sonda acabou por ir parar a um local diferente do que estava estipulado, tendo ficado instalada numa parte do cometa que não recebia luz solar suficiente para recarregar as suas baterias.

A Philae ainda conseguiu trabalhar durante 60 horas, antes de “adormecer” devido à falta de luz solar para alimentar as suas baterias. O sono durou até 13 de junho último, quando os cientistas já quase tinham desistido de esperar que esta acordasse. Depois de alguns contactos feitos nessa altura, a sonda não dava notícias desde 9 de julho.

A 11 de janeiro, a ESA fez uma última tentativa de contacto e o resultado não foi o melhor. Segundo o Centro Aeroespacial Alemão a derradeira tentativa de contato com a sonda não obteve qualquer resposta.

A equipa acredita que a Philae tenha ficado sem bateria suficiente para dar resposta ou nem sequer tenha recebido os comandos dados por ter os seus recetores e transmissores danificados.

Entretanto a 21 de janeiro último, a Rosetta voou para hemisfério sul do cometa e afastou-se da sua “afilhada”, terminando com qualquer hipótese de novo contacto.

Nem tudo correu como esperado na principal missão do programa Horizon 2000 da Agência Espacial Europeia, mas isso não impede que seja encarada como um sucesso, até por toda a experiência e pela informação que mesmo assim foi recolhida. A Rosetta vai andar pelo espaço até ao próximo mês de setembro, altura em que termina a sua missão, não antes de presentear a Terra com mais dados.

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