Fevereiro de 2022 é a data escolhida pela NASA para o início da missão Artemis de regresso à Lua. Na verdade, a viagem planeada pela agência norte-americana de novo encontro com o satélite natural da Terra terá três fases, começando, neste primeiro momento, com um voo não tripulado, tendo por objetivo testar os sistemas tecnológicos do projeto.

Mais tarde, ainda em 2022, está previsto um voo tripulado, mas ainda sem alunagem, em que deverão ser testadas as funcionalidades técnicas relacionadas com a parte humana da missão. Só dois anos depois, em 2024, os astronautas da NASA – e entre eles a primeira mulher – voltam a pisar a superfície lunar.

Veja as imagens dos testes dos fatos espaciais que vão ser usados na missão Artemis

O contacto humano com a Lua meio século depois do programa espacial Apollo tem prioridades diferentes do que o “apenas ir para ficar no mapa” da altura, fez questão de esclarecer Carlos Garcia-Galan, a partir do palco Deep Tech do Web Summit. Segundo o responsável, na NASA, pela integração do European Service Module (ESM) na cápsula Orion, agora a intenção passa pela construção de uma estação para operar a longo prazo na Lua e aprender a sobreviver sem a ajuda dos sistemas em Terra. Só a partir daí será possível “dar o próximo passo”, afirmou, referindo-se a Marte.

“Voltar à Lua não é sobre fazer o que já fizemos antes: é sobre desenvolver as estruturas e obter o know-how para chegarmos mais longe”, diz Carlos Garcia-Galan.

Motivos científicos e monetários à parte, há um outro lado (muito) importante para revisitar o satélite natural. “Depois de quase 50 anos, o regresso à Lua será um tsunami de inspiração para múltiplas gerações”, classificou o responsável. Servirá para “inspirar uma nova onda de exploradores e empreendedores” e mostrar “que o que parece impossível não é impossível”, defendeu.

O espaço cada vez acessível

Uns minutos antes o palco Deep Tech do Web Summit tinha sido ocupado pelo painel "Expediting new frontier technologies", onde o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior apontou para aquilo que denomina como “um novo espaço para as pessoas”.

Manuel Heitor recuou 10 anos, numa altura em que o espaço era dominado por um forte mercado institucional, em comparação com o momento atual, de democratização do acesso ao espaço. “Estamos numa fase acima de tudo conduzida pela procura, e não pela oferta”, acrescentou.

A criticidade do espaço e a influência que tem em diferentes aspetos, desde a monitorização das alterações climáticas e a prevenção e combate de incêndios, até às comunicações seguras, exige a sua proteção. “O espaço será a solução para uma sociedade mais verde e digital e isso requer que mais pessoas sejam utilizadoras das tecnologias e sistemas relacionados com o espaço”, referiu.

Veja as imagens captadas pela equipa do SAPO TEK durante o Web Summit 2021 e as notícias no dossier dedicado à conferência.

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