Satélites como o Copernicus Sentinel-5P têm ajudado a Agência Espacial Europeia a perceber o impacto das atividades humanas no clima terrestre, como, por exemplo, os níveis de poluição do ar. Agora, a ESA prepara-se para lançar para órbita a ɸ-sat-1 (dita PhiSat-1) : a primeira missão europeia de observação terrestre com inteligência artificial.

A Agência detalha que a missão será lançada para o espaço a 19 de junho, a partir do Spaceport de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do foguetão Vega VV16. A ɸ-sat-1 está concebida para melhorar a eficácia do processo de envio de grandes quantidades de dados do Espaço para a Terra e reduzir os elevados custos das missões de observação no nosso planeta.

ɸ-sat AI: O
créditos: ESA

A ɸ-sat AI, o “cérebro” tecnológico por trás das operações, será incluído na Federated Satellite Systems mission (FSSCat), um conjunto de dois CubeSats, ambos com uma dimensão semelhante à de uma caixa de sapatos.

Através da combinação de IA com uma câmara hiperespectral num dos CubeSats, a missão será capaz de captar imagens que permitirão aos cientistas monitorizar mudanças na vegetação e na qualidade da água na Terra, assim como ajudar a perceber o papel da perda de água do solo por evaporação nas alterações climáticas.

FSSCat
créditos: ESA

A cobertura de nuvens é um dos problemas que os cientistas enfrentam no que toca à recolha de imagens de satélite. Para evitar que sejam enviadas imagens cuja qualidade não é a ideal, a ɸ-sat AI fará uma seleção das melhores capturas, reduzindo assim o “peso” dos ficheiros mandados para análise na Terra.

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Além de querer observar o planeta com ainda mais pormenor, a ESA quer também explorar os mistérios do “astro-rei” através da Solar Orbiter. A sonda que conta com tecnologia das portuguesas Critical Software, Active Space Technologies e Deimos Engenharia a bordo realizou a sua primeira aproximação ao Sol, a cerca de 77 milhões de quilómetros de distância.

A Solar Orbiter é a primeira sonda europeia a entrar na órbita de Mercúrio, e os cientistas prevêem que a sua maior aproximação do Sol atinja os 42 milhões de quilómetros de distância da sua superfície.

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