Um projeto desenvolvido por cientistas da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) é uma das 40 iniciativas aprovadas pelo COVID-19 High Performance Computing Consortium. Liderados por Maria João Ramos, professora da FCUP, os investigadores têm como missão descobrir, através de supercomputadores, que medicamentos são eficazes contra a enzima que permite ao SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19, sobreviver num humano.

O projeto do Grupo de Bioquímica Computacional da FCUP está a ser desenvolvido com o apoio da IBM através da plataforma Extreme Science and Engineering Discovery Environment. "O nosso grupo de investigação está muito habituado a trabalhar na descoberta de fármacos e temos tido várias consultorias de empresas nacionais e internacionais nesse sentido”, explica Maria João Ramos em comunicado, acrescentando que o projeto assume uma grande importância dadas as atuais circunstâncias.

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O COVID-19 High Performance Computing Consortium foi criado em março pelo Governo norte-americano e dele fazem parte laboratórios científicos, universidades e empresas como a NASA, a IBM, a Amazon, a Google, a Microsoft e a HP.

Atualmente o consórcio tem mais de 30 supercomputadores com mais de 420 petaflops para ajudar rapidamente os investigadores de todo o mundo a encontrar formas de combater a COVID-19.

Ainda em março, a IBM anunciou que o seu supercomputador descobriu substâncias que podem ser testadas para combater o coronavírus. Depois de sequenciada a proteína da COVID-19, a empresa criou um modelo computacional no seu supercomputador Summit para encontrar as moléculas ligadas à proteína viral.

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Recentemente, a Comissão Europeia anunciou que três centros de supercomputadores em Itália, Espanha e Alemanha vão participar num projeto europeu juntamente com uma empresa farmacêutica e vários institutos de biologia e bioquímica, com o objetivo de investigar questões relacionadas com uma vacina, tratamento e diagnóstico. O projeto Exscalate4CoV vai receber um apoio de três milhões de euros da Europa.

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