A IBM, a NASA e outros organizações têm colocado os seus supercomputadores ao serviço da ciência na procura de uma vacina para o coronavírus. Agora é a Comissão Europeia a avançar neste sentido, anunciando que três centros de supercomputadores em Itália, Espanha e Alemanha vão participar num projeto europeu juntamente com uma empresa farmacêutica e vários institutos de biologia e bioquímica, com o objetivo de investigar questões relacionadas com uma vacina, tratamento e diagnóstico. A iniciativa vai receber um apoio de três milhões de euros da Europa.

Lançado depois de uma call da União Europeia (UE) no início do ano, o projeto Exscalate4CoV “complementa o ensaio clínico clássico de tentativa e erro e uma possível experimentação em pacientes”. Em comunicado, a CE explica ainda que tal é possível através da comparação da proteína do vírus com as moléculas armazenadas nos bancos de dados atuais.

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Mas o que está a fazer de forma concreta esta iniciativa? O projeto está a processar modelos digitais da proteína do Coronavírus e a compará-los com um banco de dados de milhares de medicamentos existentes. O objetivo é identificar quais as combinações de moléculas ativas que poderiam reagir ao vírus.

Numa altura em que a Europa não tem sido fustigada pela pandemia da COVID-19, sobretudo Itália, que lidera esta iniciativa na qual participam 18 países, a CE tem-se mostrado aberta a financiar projetos de investigação nesta área. Até 18 de março, por exemplo, startups e PME puderam candidatar-se a um programa de 164 milhões.

Na semana passada a IBM comunicou que o seu supercomputador descobriu substâncias que podem ser testadas para combater o coronavírus. Depois de sequenciada a proteína da COVID-19, a empresa criou um modelo computacional no seu supercomputador Summit para encontrar as moléculas ligadas à proteína viral. Também a NASA integrou um consórcio que junta o poder computacional de laboratórios, empresas e instituições académicas dos Estados Unidos com a missão de encontrar tratamento para o novo Coronavírus

Na Europa combate-se a pandemia em várias frentes.  Recentemente foi adotada uma estratégia de geolocalização dos dados dos europeus para fazer face à COVID-19, e numa semana mais de 2.500 links foram eliminados da Internet, naquilo que é num notório aproveitamento do vírus para fraudes online.

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