A Worldcoin conta já com 2 milhões de subscritores do seu sistema de identidade digital World ID, um marco alcançado ainda na fase beta do projeto e em menos de metade do tempo previsto para atingir o primeiro milhão, garante a empresa, que tem entre os cofundadores o atual CEO da OpenAI, a empresa que criou o ChatGPT.

As adesões ao sistema de identidade descentralizado estão a crescer a um ritmo de 40 mil por semana, assegura a empresa, que identifica novas adesões em todas as cidades. Tanto nas cidades onde já estão disponíveis os equipamentos que permitem criar uma World ID, os Orbs, como naquelas por onde tem passado um tour mundial que a empresa está a fazer. Em Portugal, que foi o país escolhido pela Worldcoin para avançar na Europa, também há Orbs.

Os Orbs são leitores biométricos que recolhem informação da íris e a partir dela criam códigos numéricos de humanos autênticos, que podem ser usados para validar identidade no acesso a qualquer serviço que suporte o protocolo.

A empresa garante que os dados recolhidos pelos Orbs servem apenas para criar o tal registo que vai poder garantir a qualquer serviço que é um humano único e autêntico, quem está a tentar aceder e não um bot. Segundo a empresa, não será possível com esses dados partilhar nenhum detalhe que identifique o humano em questão, mas a recolha, tratamento e uso destes dados biométricos tem sido um dos pontos mais polémicos do projeto. Mais ainda porque a empresa oferece tokens da sua criptomoeda em troca da informação biométrica recolhida.

Clique nas imagens para ver os Orbs da Worldcoin

A Worldcoin tem desvalorizado os receios em torno do seu sistema e prefere apontar para a importância de encontrar uma solução universal capaz de fazer a validação do acesso humano a um serviço, numa altura em que a tecnologia tem cada vez mais meios para imitar humanos. Lembra, por exemplo, que 4,4 mil milhões de pessoas em todo o mundo ou não têm identidade legal ou não têm uma que possa ser verificada digitalmente, citando dados de um estudo da McKinsey.

Worldcoin: privacidade dos dados, identidade digital e as polémicas que envolvem o projeto
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A empresa revela ainda que, para fazer face à procura crescente da sua solução de verificação de identidade, quer aumentar substancialmente o número de Orbs disponíveis nos próximos meses.

Com o número de utilizadores do serviço a aumentar, a Worldcoin garante que o número de aplicações e serviços a suportar o protocolo também tem crescido. Na Europa a Talent Protocol é referida como a primeira plataforma da Web3 a suportar o World ID.

A um nível mais global, a plataforma de autenticação e gestão de acessos da Okta (Auth0) acrescentou a possibilidade de validação com Worldcoin, uma conquista que a empresa também destaca. A tecnologia da Okta é usada internamente por empresas como o Zoom, o Nasdaq, entre outras.

Clique nas imagens para ver os testes-piloto da Worldcoin 

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