Depois do anúncio recente da Design TV e Ambilight Evolution, a TP Vision (que assume a marca Philips na área de TV desde abril de 2012) reservou poucas novidades para a IFA, mas as que mostrou são boa prova das apostas estratégicas da empresa: 4K e Smart TV com suporte da Cloud.

Em entrevista ao TeK, Maarten de Vries, CEO da TP Vision, explica que a empresa quer trazer inovação ao mercado, mas quando faz sentido e ao preço certo. "Não faz sentido ter nova tecnologia quando o preço não é aceitável", afirmou a propósito da tecnologia OLED, que continua a não fazer parte das inovações apresentadas.

A explicação é a mesma para as televisões 4K, ou Ultra Definition TV. A Philips estava a trabalhar nesta área há dois anos, com o upscaling de imagens para garantir melhoria dos conteúdos mas só agora mostrou o novo televisor, da gama 9000, que já ganhou um prémio EISA.

O aparelho vai chegar ao mercado português ainda este ano, a um preço que rondará os 5000 euros para uma dimensão de 65 polegadas e a expetativa é que seja bem aceite pelos consumidores portugueses, que têm mostrado uma boa resposta a equipamentos de topo de gama da marca.

Segundo Juan Carlos Cordo, responsável de negócio da TP Vision para o mercado ibérico, este segmento continua a mostrar um bom desempenho de vendas, com números equivalentes aos obtidos em Espanha apesar da dimensão do mercado.

Ainda antes das TVs de Ultra Definição os consumidores portugueses vão ter acesso às novas linhas de Design TV e Ambilight que chegam às lojas ainda em setembro.

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A TV é cloud?

A aposta na Cloud TV, ligada à Smart TV, é uma das estratégias bem definidas pela empresa, que anunciou a disponibilidade do serviço para alguns países, onde para já não se inclui Portugal.

A ideia é complementar a falta de conteúdos em HD e Ultra HD dos broadcasters e garantir mais conteúdo aos utilizadores, com funcionalidades que são compatíveis com modelos comprados desde 2012.

A Cloud TV é um serviço over the top e dará acesso a centenas de canais, com conteúdos pagos e gratuitos, podendo os utilizadores escolher o que querem ver por temas e localização geográfica.

Maarten de Vries garante porém ao TeK que a TP Vision não quer comprar nenhuma guerra com os operadores de TV, respondendo apenas a uma tendência do mercado e às necessidades dos utilizadores, embora admita que em alguns países, onde domina o modelo de TV paga, esta estratégia possa não ser tão bem sucedida.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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