O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras inaugurou uma nova área de controlo no aeroporto de Lisboa para processar voos oriundos sobretudo do Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Croácia, países fora do Espaço Schengen. Estima-se que o novo sistema vai permitir processar 700 passageiros por hora e cerca de 30 voos por dia.

Para já são sete pórticos de controlo eletrónico (e-gates) em Lisboa, dos 49 adquiridos pelo SEF para outros aeroportos (Faro, Porto e Madeira), que visam reduzir filas de espera e um processamento mais rápido na chegada de passageiros, "num esforço de modernização do sistema de controlo de fronteira automatizado já existente nos aeroportos nacionais desde 2007", referiu o SEF ao SAPO TEK. A estreia decorreu na semana passada, num voo de origem do Reino Unido.

Para além dos 7 e-gates do aeroporto Humberto Delgado, nas próximas semanas serão alargados para Faro e Madeira. O aeroporto Sá Carneiro no Porto também vai receber a tecnologia, prevendo-se a introdução de 16 portas eletrónicas, embora sem datas definidas. Os 49 sistemas adquiridos representam um investimento de cerca de cinco milhões de euros, resultantes do plano estabelecido para melhorar as condições dos aeroportos portugueses, sobretudo a receção de passageiros de origem de espaço não Schengen.

Além de novos sistemas eletrónicos de identificação dos passageiros, foram também recrutados novos inspetores para o SEF. Segundo foi explicado ao SAPO TEK, estas novas e-gates têm um sistema operativo mais rápido e funcional, que permite processar de forma mais célere a leitura dos passaportes com dados biométricos.  O sistema RAPID possibilita um controlo de fronteira automatizado, supervisionado pelos Inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

"De forma automática, e em menos de 20 segundos, o sistema faz a autenticação do documento de viagem e, através de um sistema de reconhecimento facial, compara no momento o rosto do passageiro com a fotografia registada no chip do documento através de um algoritmo proprietário e de uma solução tecnológica de biometria. Depois de validado o processo de identificação, que inclui uma pesquisa em bases de dados internacionais, o passageiro é autorizado a prosseguir viagem".

O sistema atual realiza este processo em apenas "one step" e todos os procedimentos se realizam numa única paragem do passageiro. Para além de um novo layout "mais moderno" e adaptado ao fluxo do passageiro atual, o SEF destaca algumas características inovadoras, entre elas a deteção automática quando o passageiro se aproxima das gates RAPID; instruções rápidas e detalhadas no ecrã junto à porta de saída da gate, incluindo onde deve colocar o documento de identificação; uma interface mais intuitiva, com animações foto-realísticas, com mensagens de texto e áudio a acompanhar em inglês ou português de acordo com o documento. O SEF refere ainda que a estrutura física das gates RAPID foram minimizadas ao máximo, de forma a maximizar o espaço de passagem tanto do passageiro como da sua bagagem de mão.

Segundo Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, o número de passageiros controlados pelo SEF no aeroporto de Lisboa quase que duplicou nos últimos anos, passando de cerca de 10 milhões em 2015 para 18 milhões em 2019.

Só em janeiro a média do tempo nas filas de controlo era de uma hora e sete minutos, durante o período mais movimentado do dia.

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