O projeto é da Elysium Space e cobrou cerca de 2.500 dólares às famílias pelo transporte das cinzas de entes queridos para o espaço, a bordo do foguetão Falcon 9 da SpaceX. Foram 100 as famílias que se despediram dos seus falecidos de uma forma, no mínimo épica, nesta segunda-feira, libertando os restos mortais de familiares e amigos que de alguma forma tinham ligação ou paixão pelo universo espacial.

A Elysium Space é uma agência funerária construída com o propósito de oferecer serviços a pessoas que desejem ver os seus restos mortais no espaço, tendo já listado no seu catálogo a possibilidade de enterros na Lua. Segundo adianta a CNN, as cinzas (ou uma amostra das mesmas) de um falecido são depositados num satélite quadrado, de quatro polegadas, conhecido como Cubesat. O cubo tem ligação a uma aplicação de smartphone, que os familiares podem acompanhar em tempo real durante cerca de quatro anos até que este regresse à Terra. Tendo como nome Shooting Star Memorial, o final do trajeto, quando regressa à terra, o cubo desentegra-se na atmosfera, tal como uma estrela cadente.

O serviço comercial inspirou-se em anteriores iniciativas, como por exemplo, em 1998 quando as cinzas do astrónomo Eugene Shoemaker foram lançadas na Lua, à boleia da missão Lunar Prospector da NASA. Também as cinzas do ator James Doohan, o “Scooty” de Star Trek, e o astronauta Gordon Cooper fizeram parte de um dos 320 lugares de uma viagem “funerária” em 2012.

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