O grupo vai participar num projeto que tem como objetivo desenvolver novas técnicas de engenharia de tecidos, recorrendo a uma gravidade superior à existente na Terra para a recuperação de lesões nos tendões, explica uma nota de imprensa.

Vai estudar o comportamento das células derivadas dos tendões em alguns tipos de pensos bioativos submetidos a diferentes níveis de hipergravidade, com o objetivo de criar novas terapias regenerativas.

O mote para realizar este trabalho prende-se com o facto de as técnicas hoje utilizadas para tratar lesões nos tendões terem pouca eficácia. Os pensos bioativos, capazes de orientar a cura através da própria lesão, têm sido objeto de estudo pelos cientistas, como via para chegar a soluções capazes de alcançar melhores resultados.   

A liderar a experiência vai estar Raquel Almeida – aluna de doutoramento do Programa MIT Portugal na Universidade do Minho, que será orientada por Manuela Gomes, investigadora principal do grupo 3B’s da Universidade do Minho. O mesmo grupo (Achilles) integra Daniel Carvalho, Miguel Ferreira e Elsa Silva, alunos do mestrado Integrado de bioengenharia da Faculdade de Engenharia da UP e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar.

Três dos membros da equipa agora escolhida pela ESA para realizar esta experiência já tinham integrado a equipa que venceu o concurso internacional Mars One University Competition. Graças a isso ganharam a oportunidade de enviar uma experiência para Marte. Em 2020 as sementes e os protótipos desenvolvidos pela equipa – das primeiras plantas enviadas da Terra para crescer no planeta vermelho – seguem viagem numa missão não tripulada.

 

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