Há cinco novas aplicações no Android Market destinadas a roubar dados de smartphones com o sistema operativo móvel da Google. E, ao contrário do que nos habituámos a ver, não se preocupam muito em disfarçar a sua "natureza".
Embora as soluções se apresentem na loja de aplicações como destinadas a cumprir "objetivos de estudo", uma análise às suas funcionalidades permite perceber tratarem-se de ferramentas destinadas a aceder a informações privadas do telefone de alguém - que estão a ser colocadas à disposição ciberdeliquentes ou meros curiosos.
Estes apenas precisam de conseguir instalar o software no telemóvel que pretendem "espiar" e memorizar um código de cinco dígitos que lhes será fornecido no início do processo.
Uma vez no telemóvel da vítima, a aplicação regista e envia para um servidor remoto os "contactos, mensagens, chamadas recentes e histórico de navegação armazenados no telefone", descreve a BitDefender, que lançou o alerta.
Logo que a informação é reunida e enviada para o servidor, a ferramenta inicia automaticamente o processo de desinstalação. Tudo isto acontece em menos de 60 segundos, detalha a empresa de segurança informática.
Para aceder à informação roubada, é preciso ir até ao site do criador da aplicação e introduzir o código de cinco dígitos fornecido no início do processo de instalação. Este faculta acesso à lista de contactos do utilizador, mas quem quiser ver também mensagens, chamadas recentes e o histórico do browser terá também de pagar 5 dólares.
Os programadores responsáveis informam que a informação que não for paga será apagada ao fim de um dia, mas nada garante que tal aconteça, nem que esta não seja vendida para outros fins, avisam os especialistas, que aconselham aos utilizadores de telefones Android que redobrem os cuidados.
"Em público, nunca perca o seu smartphone de vista; se emprestar o seu telefone a alguém, assegure-se de que tipo de atividades se realiza com o mesmo; utilize uma solução antivírus para smartphones; não mantenha informação relacionada com o seu trabalho no smartphone, a menos que a encripte previamente", sugerem.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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