A Primavera Software decidiu intensificar esforços na luta contra a pirataria de software, uma decisão justificada pelo aumento considerável do número de denúncias de utilização ilegal das suas aplicações e pela queda registada no número de licenças vendidas.



José Dionísio, administrador da Primavera Software, considera que a informação que a sua empresa tem divulgado sobre este assunto levou a que muitos utilizadores denunciem essa actividade e daí que o número de situações de pirataria registado tenha crescido de forma assinalável. "Os nossos serviços têm sido contactados, diariamente, por uma média de dez utilizadores, que questionam o facto de o seu produto estar licenciado em nome de uma outra empresa que não a sua", salienta em comunicado o responsável que atribui os casos a "parceiros da empresa, ex-parceiros ou sub-revendedores de ambos".



A Primavera mostra-se preocupada com a imagem do seu canal de parceiros e promete por isso "actuar de acordo com a Lei e de forma implacável, sobre todos os casos detectados", tal como aconteceu com o caso de pirataria em massa registado nos Açores, região onde as vendas da Primavera quintuplicaram nos quatro meses seguintes, depois das autoridades resolverem o assunto.



Também a situação de licenciamento reduzido - licenciamento abaixo da efectiva utilização dos produtos pela empresa - está a merecer particular atenção da Primavera Software. Segundo José Dionísio, "é inconcebível que cerca de 80 por cento das empresas que prestam serviços de contabilidade, por exemplo, tenha adquirido licenças para dois postos quando os nossos estudos indicam que uma significativa percentagem dessas empresas tem cinco ou mais postos de trabalho a funcionar".



O administrador da Primavera deixa assim um apelo à indústria em geral, e aos seus concorrentes directos, em especial, para que se juntem à empresa "nesta luta que não merece qualquer contemplação e que prejudica principalmente os utilizadores e parceiros cumpridores".



Apesar das decisões anunciadas, a Primavera Software salienta no comunicado que não pretende aumentar os seus níveis de protecção ao software que comercializa. "A empresa entende não ceder perante a utilização indevida, evitando desse modo prejudicar todos aqueles que entendem a importância de defender os direitos de propriedade", refere-se em comunicado.



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