Aceder, compreender e apreciar de forma crítica os conteúdos de media disponíveis através das novas tecnologias são competências que a Comissão Europeia quer ver reforçadas nos europeus, aumentando a literacia digital. O executivo europeu adoptou hoje uma recomendação em que quer envolver todos os Estados-membros para que ninguém fique de fora da Sociedade da Informação.

Esta recomendação surge a pedido do Parlamento Europeu e depois de um relatório, divulgado no início de Agosto, mostrar que 60% dos cidadãos europeus possui cultura digital, com competências na utilização da Internet. Mas, apesar das ligações estarem cada vez mais acessíveis, 24% dos europeus sem Internet em casa admitem que tal se deve à falta das competências necessárias para a utilizarem.

"As pessoas que não souberem utilizar os novos media, designadamente as redes sociais ou a televisão digital, vão ter dificuldade em interagir com o mundo que as rodeia e em nele participar. Temos de garantir a literacia mediática de toda a gente, para que ninguém seja excluído", defende Viviane Reding, comissária europeia para a sociedade da informação e os media.

Na prática esta recomendação transforma-se em orientações políticas para que os Estados-membros da União Europeia e a indústria ajudem a promover a literacia mediática, com actividades que facilitem a utilização e compreensão dos vários meios digitais por parte dos cidadãos. Apesar da educação ser uma competência nacional, a Comissão convidou também os países da UE a lançarem um debate sobre a forma de atribuir à literacia mediática um lugar de destaque nas escolas.

Apesar de muita da informação se centrar na utilização da Internet, a literacia mediática não abrange apenas este meio, mas também da televisão digital, do cinema e da rádio e música gravada, além da imprensa escrita.

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