"As casas, e os edifícios em geral, não são nem nunca serão inteligentes, mas sim o uso que delas soubermos fazer". Esta citação do livro "Casas Inteligentes", lançado hoje pelo Centro Atlântico, bem poderia ter dado o mote para o seminário "Edifícios e Espaços Inteligentes 2003", integrado no IX Congresso desta empresa, que decorreu entre ontem e hoje no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Tendo como ideia subjacente o conceito de Domótica, ou seja, "a possibilidade de controlo de forma automática das nossas casas tornando-as no que vulgarmente se costuma designar por casas inteligentes" segundo o mesmo manual, sete oradores discorreram hoje no referido seminário sobre a forma prática de implementar este conceito e as vantagens do mesmo, que se podem resumir a quatro ideias chave: Segurança; Economia; Conforto; Ecologia e Integração.

Para Francisco Pombas da Domótica SGTA, o ponto fundamental para a implementação massiva deste conceito está no último ponto, a integração, uma vez que esta permite a partilha de informação entre vários subsistemas, resultando numa redução dos equipamentos a instalar (por exemplo detector de presença para controlo de iluminação e AVAC), numa melhor resposta a determinadas situações (por exemplo actuação do sistema de AVAC em caso de incêndio) e na criação de interface único com os utilizadores. Subjacente ficou também a necessidade de interoperabilidade, ou seja, a capacidade de trocar informações entre equipamentos de fabricantes distintos sem recurso a gateways.

Na intervenção de Carlos Oliveira da Mobicomp foram ressalvadas as vantagens óbvias da interacção entre as tecnologias móveis e a Domótica, considerando as primeiras canais ideais para interacção com a casa ou edifício inteligente, seja em inbound (comandando à distância de factores como a climatização, accionamento do vídeo ou do micro-ondas) ou em outbound, obtendo alertas e informação geradas pela própria casa (notificação de incêndios ou intrusões por exemplo).

Nesta exposição foi também destacada a possibilidade de integração das componentes móveis com uma panóplia de outros equipamentos onde se incluem sistemas de vigilância video; centrais de alarme; operações de manutenção remota e homegateways (um dispositivo que liga as redes domésticas à Internet). Em todas estas possibilidades foram sempre realçadas as questões da utilidade e da acessibilidade como elementos chave para o sucesso da implantação das mesmas.

Por sua vez, José Mota da Domosinal, optou por rebater algumas ideias feitas sobre a Domótica esclarecendo que não é este conceito que torna os edifícios inteligentes mas sim o uso que deles é feito. E entre esses usos, ou bons usos, está uma racionalização dos consumos de energia (factor especialmente importante num escritório). Continuando, outra vantagem clara apontada é a valorização do imóvel conferindo-lhe mais segurança, conforto, economia, ecologia e integração.



Uma questão fundamental que deve ser tida em consideração na Domótica é a da facilidade de utilização, a casa inteligente deve ser de controlo fácil e acessível a todos, respondendo ainda às necessidades próprias de cada um. Por fim, a casa inteligente, uma vez que resulta de um trabalho exaustivo e centralizado, dá aos seus utentes todas as garantias de bom funcionamento, responsabilizando directamente o construtor por uma qualquer falha no funcionamento da mesma.



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