A Polícia Judiciária, através da sua unidade UNC3T, participou na Operação Cryptostorm, uma investigação internacional que finalizou com as detenções de diversos suspeitos na Europa e nos Estados Unidos. Os suspeitos são de nacionalidade russa e ucraniana e alegadamente criaram e exploraram uma plataforma comercial de troca de criptoativos, conhecida como BITZLATO.

A plataforma em questão tinha como objetivo realizar a conversão de ativos criptográficos, tais como Bitcoins, Athereum, Litecoiins, Bitcoin Cash, Dash, Dogecoins e USDT em moeda Rublos. As autoridades suspeitam que a plataforma tenha sido utilizada como veículo de branqueamento de capitais provenientes de atividades ilícitas, tais como ciberataques, fraudes, vendas fraudulentas nos mercados da Darknet, realização de ransonware e outros tipos de crime.

Estima-se que a organização tenha lavado cerca de 700 milhões de dólares em fundos ilícitos.

Operação Cryptostorm
Mensagem disponível no website da plataforma BITZLATO. fonte: Cointelegraph

Esta operação foi coordenada a nível internacional pelas autoridades francesas, sendo o culminar de vários meses de cooperação internacional. Foram identificados diversos suspeitos, assim como a sua localização. E um dos suspeitos estava a residir em Portugal. Foram realizadas diversas buscas ao domicílio, apreendido um valor elevado de criptoativos e “um acervo relevante de dados que permitirão determinar a total abrangência dos factos, recolha de prova e cabal incriminação dos autores”, salienta a PJ em comunicado.

A investigação em Portugal realizou-se a nível nacional, com a intervenção do Ministério Público através do DIAP de Lisboa, tendo sido articulado com outras autoridades internacionais como a Europol, Eurojust, os serviços policiais dos Estados Unidos, Espanha, Chipre e Países Baixos.

Segundo a publicação Cointelegraph, o FBI prendeu ainda um cidadão russo, residente na China, em Miami, nos Estados Unidos no dia 17, que será apresentado ao tribunal na Flórida. A plataforma BITZLATO é apontada como um recurso financeiro crucial para o Marketplace Hydra na darknet, que permitir aos utilizadores lavar fundos com origem em atos ilícitos. Dos 700 milhões de dólares alegadamente branqueados na plataforma, mais de 15 milhões tiveram origem em atividades de ransomware.

Além dos servidores da empresa terem sido apreendidos para investigação, o seu fundador foi detido pelas autoridades. As autoridades do Mónaco referem que esta operação é considerada um dos esforços cooperativos entre as autoridades policiais contra os serviços de câmbio de criptoativos desde o lançamento de uma equipa totalmente dedicada a este tipo de crimes.

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