A FNAC lançou a 23 de março uma campanha de retoma para equipamentos eletrónicos usados que permite trocar os dispositivos por vales que dão acesso à compra de livros, discos, filmes, jogos e outros produtos tecnológicos. A iniciativa já existe em Espanha e França e Viriato Filipe, diretor de Marketing e Comunicação Institucional da FNAC Portugal adiantou ao TeK que esta é uma campanha permanente e que espera um aumento gradual da adesão dos clientes.

Para já a empresa garante que a procura por parte dos clientes tem sido elevada, destacando-se a entrega de telemóveis e tablets, mas não revela números. Os valores de retoma variam – e podem ser validados previamente no site da campanha através da introdução de dados dos equipamentos – mas podem chegar aos 250 euros, valor atribuído a um iPad 2 3G com 64 GB. Um Nokia N9, por exemplo, pode valer 106 euros.

A campanha abrange computadores portáteis, tablets, leitores de MP3/MP4, câmaras de vídeo, telemóveis/smartphones, consolas e máquinas fotográficas compactas. Nas condições do serviço pode ler-se que o valor da retoma dá direito à emissão de um cartão de troca FNAC, que tem um período de validade de 3 meses e que pode ser usado em qualquer compra numa loja física da empresa em Portugal, exceto na FNAC Café.

Para saberem o valor dos equipamentos dos quais estão dispostos a “desfazerem-se” os interessados devem ter à mão o IMEI ou o número de série dos dispositivos. São estes códigos que a FNAC utiliza para calcular o preço a pagar, recorrendo a uma base de dados que contempla 90% dos números de série e IMEI cadastrados.

É também esta base de dados que dispensa a apresentação de prova de compra dos produtos, e descarta e hipótese de serem roubados, afirma o diretor de marketing da FNAC Portugal. “A base de dados contém a informação de todos os equipamentos que foram declarados como roubados e, como tal, não é preciso apresentar o comprovativo de compra”, explica.

E o que faz a FNAC com os produtos recolhidos? Será que a empresa vai criar uma “loja de usados”? A resposta é não. Os equipamentos recolhidos através desta campanha são “tratados por um parceiro FNAC a nível internacional que tem canais próprios de reutilização para este tipo de campanhas”, explica Viriato Filipe.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

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