Há muito tempo que a palavra Google deixou de ser apenas o nome de um motor de busca. Doze anos após a sua criação, a empresa tem diversificado fortemente as suas áreas de negócio e actuação, apresentando projectos que à partida poderiam parecer improváveis. Parece ser esse o caso da mais recente aposta da gigante das pesquisas, que confirmou ontem ter testado, com elevado grau de sucesso, uma iniciativa destinada a aumentar a segurança rodoviária: carros que se conduzem sozinhos.

O projecto vem sendo desenvolvido há algum tempo e, entre os sete veículos automatizados pelos engenheiros da companhia, já foram percorridas 140 mil milhas (cerca de 225 mil quilómetros), lê-se na mensagem publicada no blog oficial da empresa.

Durante os testes, que tiveram lugar em são Francisco (EUA), foram percorridas algumas das ruas com mais trânsito da zona. Os carros foram capazes de andar cerca de mil milhas (1.609 quilómetros) sem qualquer necessidade de intervenção humana na condução e o único incidente deu-se quando, num semáforo, um automóvel “tradicional” bateu na traseira de um dos veículos automatizados.

A experiência foi levada a cabo com modelos Toyota Prius equipados com câmaras de vídeo (no tejadilho), sensores e radares que lhes permitem “ver” o trânsito em seu redor, bem como com um software criado para o efeito e mapas detalhados dos percursos a efectuar, recolhidos previamente por carros conduzidos manualmente.

Nesta fase experimental, os carros levaram sempre um condutor ao volante – embora este não tenha conduzido o veículo, destinando-se apenas a intervir em caso de necessidade - e um técnico no banco do passageiro que monitorizava o funcionamento do software.

O programa incluía o tratamento prévio das informações sobre os percursos recolhidas antecipadamente pelos carros conduzidos manualmente, onde se contavam dados sobre as marcações da estrada, sinalização e trânsito, permitindo a “familiarização” do software com as características do ambiente em que os carros se iriam deslocar.

A empresa, que ainda não adianta quaisquer planos para disponibilização comercial deste tipo de solução, explica que o objectivo principal é aumentar a segurança rodoviária. Segundo os dados da World Health Organization citados, mais de 1,2 milhões de pessoas perdem a vida em acidentes de viação, um número que a Google “acredita” poder ser reduzido para “metade” com recurso à tecnologia que está a desenvolver.

Entre outras das vantagens nomeadas para a automatização da condução nos veículos está também a previsão de que esta ajudará a fomentar a partilha dos carros entre vários utilizadores, reduzindo o número de veículos em circulação e o consumo de combustíveis - ou mesmo até aumentando a produtividade, uma vez que o tempo que não é usado na condução pode ser usado para outras actividades.

Nota de redacção: Corrigidas algumas gralhas.

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