A Agência Espacial Europeia enviou para o espaço um novo satélite que terá como missão recolher os dados mais precisos até à data sobre a posição das estrelas na Via Láctea. O lançamento aconteceu hoje, 19 de dezembro, passavam poucos minutos das nove da manhã de Lisboa.

O Gaia, como é conhecido, foi desenvolvido com a ajuda de algumas equipas de investigadores portugueses. O professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, André Moitinho de Almeida, é o coordenador do contributo nacional.

O investigador está a orientar o desenvolvimento de um sistema “que permitirá visualizar todos os dados do Gaia, para que qualquer cientista possa, com o seu computador pessoal, olhar e explorar o catálogo”, revelou o docente ao Público.

De Portugal também participam elementos da Universidade Nova de Lisboa, da Universidade de Coimbra e do Porto.

As estimativas são de que o Gaia venha a produzir um total de 100 terabytes de informação, mesmo não conseguindo recolher dados de todas as estrelas da Via Láctea. É que o satélite está programado para só conseguir registar elementos que produzam um determinado valor de brilho, o que vai deixar bastantes astros de fora.

O objetivo é conseguir determinar com uma precisão de quase 99% a posição das estrelas relativamente à Terra, a sua posição no contexto da Galáxia e tentar recolher elementos que permitam descobrir mais pistas sobre a formação do Universo.

Para isso o Gaia vai posicionar-se a cerca de 1,5 milhões de quilómetros da Terra, algures entre o “berlinde azul” e o planeta Marte, para depois recolher medições das estrelas circudantes. Ao todo serão perto de 70 mil milhões de observações para construir um mapa tridimensional da estrelas da Via Láctea.

Nota de redação: entretanto a ESA já publicou o vídeo de descolagem do satélite Gaia

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