Os criadores de malware parecem estar a mudar o seu modo de actuar e no lugar de criarem um código malicioso capaz de se espalhar rapidamente em milhares de computadores, preferem agora disseminar inúmeras variantes para conseguir os seus propósitos, considera a Panda Software.



Um exemplo recente é a vaga de worms Kelvir cujo verdadeiro propósito é descarregar outro tipo de malware para o computador, mais especificamente bots, troianos automatizados que levam a cabo determinadas acções, obedecendo a comandos exteriores. Um hacker pode utilizá-los para roubar dados confidenciais, lançar ataques noutros computadores, gerar anonimamente spam, etc.



A táctica utilizada pelos hackers envolve saturar o ciberespaço com um grande número de variantes do mesmo código - no caso do Kelvir, sete em menos de sete dias. Este facto torna difícil o combate às ameaças, quer para as empresas de segurança, que necessitam de desenvolver um largo número de antídotos, quer para os utilizadores, que dificilmente têm tempo para proceder a todas as actualizações necessárias. Como resultado, é fácil um computador ser vítima de novo código malicioso, alerta a Panda Software num comunicado enviado à imprensa.



O recurso aos bots tem vindo a crescer rapidamente. Dados compilados pela Earthlink confirmam a tendência, mostrando que 20 por cento dos computadores podem conter um bot. Além disso, estima-se que 66 por cento do spam que circula na Internet é enviado através das redes que os mesmos formam, falando-se da existência de um "mercado negro" para o aluguer bots que visa satisfazer as necessidades dos spammers.



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