No último trimestre de 2003, a Hewlett-Packard liderava o mercado mundial de computadores pessoais, ultrapassando pela primeira vez no ano a Dell, segundo dados da Gartner e da IDC.



Os resultados trimestrais da HP foram largamente impulsionados pelo sucesso da empresa no mercado de consumo e na Europa. Uma vez que a Dell não vende muitos PCs através das lojas de retalho, acaba por ceder aos seus rivais algum terreno durante os últimos três meses do ano. A força do euro também ajudou a HP já que a Europa é um dos mercados mais fortes da fabricante.



Em termos mundiais, a HP alcançou uma quota de mercado de 16,9 por cento no quarto trimestre, mais 21,7 por cento do que a registada em igual período de há um ano atrás, segundo valores da IDC.



A Dell, entretanto, registou uma quota de mercado trimestral em termos mundiais de 16,3 por cento, um crescimento de 19,7 por cento face à quota de mercado de 15,6 por cento há um ano atrás. No geral, o mercado cresceu 15,2 por cento, de acordo com a IDC.



Entretanto, a IBM, cujo negócio reporta quase exclusivamente a clientes empresariais, viu a sua quota de mercado mundial crescer para os seis por cento durante o quarto trimestre de 2003, uma subida de 17,7 por cento comparativamente ao valor registado em idêntico período de 2002.



Em termos anuais, a Dell manteve a liderança do mercado de PCs, atingindo uma quota de mercado global de 16,9 por cento, numa subida de 25 por cento face aos números de 2002. A quota de mercado anual da HP saldou-se em 16,4 por cento, num crescimento de 14,5 por cento da sua quota de mercado 16 por cento em 2002.



Geograficamente, a Europa foi a região do mundo com um crescimento mais rápido. As vendas de PCs aumentaram 19 por cento no ano, de acordo com a IDC. Já as vendas nos EUA cresceram 15,4 por cento e na Ásia, 14 por cento.



Nos Estados Unidos, a Dell liderou o mercado com uma quota trimestral de 30,2 por cento e anual de 30,9 por cento. A HP surge em segundo com uma quota trimestral de 21,7 por cento e de 20,6 por cento para o ano inteiro e a IBM em terceiro.



No geral, as vendas de PCs aumentaram entre 12 a 15 por cento durante o último trimestre de 2003 em termos de unidades e cerca de 11 por cento como um todo, de acordo com, respectivamente as empresas Gartner e IDC.



A maior parte do crescimento continua a ser atribuido às reduções de preços, que estão a neutralizar o crescimento em receitas. Em 2000, 140,2 milhões de PCs deixaram as fábricas, avaliados em mais de 226 mil milhões de dólares de receita, segundo a IDC. Em 2003, um valor recorde de 152,6 milhões de PCs sairam das fábricas, mas o seu valor saldava-se em 175 mil mlihões de dólares, um decréscimo de 51 mil milhões de dólares. De facto, os 136,7 milhões de PCs comercializados em 2002 tinham provavelmente um valor de 175 mil milhões, o que significa que em termos financeiros, os últimos dois anos foram muito idênticos.



Em 2004, a Gartner prevê que as vendas aumentem 10,9 por cento em termos mundiais, enquanto a IDC avança uma estimativa de 11,4 por cento.


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