A IBM revelou que fez melhorias ao seu software de computação quântica e espera agora conseguir aumentar até 100 vezes o desempenho dos equipamentos. Ao todo, a duração do processo de computação poderá passar de meses para um espaço de horas.

A gigante tecnológica explica que, através das melhorias ao Qiskit, o seu ambiente de execução de programas, será possível aumentar a capacidade, permitindo que mais circuitos funcionem a um ritmo mais acelerado, contando ainda com a capacidade de armazenar programas que podem ser utilizados por outras pessoas.

“Não estamos só a aumentar a capacidade dos nossos sistemas”, afirma a IBM, acrescentando que os mesmos serão capazes de disponibilizar aos utilizadores “formas de lidar com problemas outrora inacessíveis a qualquer processador quântico”.

A tecnológica fez também alterações ao roadmap apresentado inicialmente em setembro do ano passado. Incluído no plano está o lançamento da nova versão do Qiskit, que poderá acontecer ainda em 2021.

IBM | Development Roadmap | Computação Quântica
créditos: IBM

Planeados para os próximos anos estão uma série de melhorias concebidas para lidar com os crescentes desafios da área, mantendo a esperança de atingir a supremacia quântica dentro dos próximos anos.

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Recorde-se que a empresa planeia estrear ainda neste ano o processador IBM Quantum Eagle de 127 qubit, que traz upgrades na capacidade de disseminar uma grande densidade de sinais de controle clássicos, protegendo os qubits separadamente para manter tempos elevados de coerência. As melhorias fazem-se sentir também no layout de qubit que permite um código de correção de erros mais eficiente.

Depois do IBM Quantum Osprey de 433 qubit em 2022, o marco de 1.121 qubit a integrar no IBM Quantum Condor, com uma data de chegada prevista para 2023, é a soma de toda a aprendizagem com os passos anteriores e a capacidade de continuar a reduzir os erros críticos de dois qubit para que possam ser executados circuitos quânticos mais longos.

A empresa planeia chegar ao milhão de qubit, tendo desenvolvido o "super frigorífico" Goldeneye foi para conseguir arrefecer a vasta quantidade de qubit. "A nossa visão é a de um futuro onde ligações quânticas ligam estruturas de refrigeradores, cada um com um milhão de qubit, como a intranet liga processadores de supercomputadores, criando um computador quântico paralelo massivo capaz de mudar o mundo", explicou na altura Jay Gambetta, vice presidente da IBM Quantum.

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