A Intel parece estar a atravessar um mês difícil, depois de ser revelado que os seus chips  são, desde há 20 anos, afetados por falhas de segurança, denominadas Meltdown e Spectre.

Descobertas as vulnerabilidades - que também estão presentes em processadores de outras marcas -, a fabricante comprometeu-se a proteger 90% dos CPUs produzidos nos últimos cinco anos e lançou os primeiros patches de correção, avisando que estas poderiam resultar numa perda de performance dos dispositivos.

É (muito) provavelmente uma das vítimas do mais recente “chipgate”. Saiba o que fazer
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No entanto, corrigir o firmware dos processadores parece ser um dos elementos mais difíceis no que diz respeito ao Spectre, com a Intel a avisar os seus clientes, no início da semana, que existem falhas na recente atualização de firmware.

De acordo com a empresa, os processadores Haswell e Broadwell, de 4ª e 5ª geração, estariam a fazer com que os sistemas reiniciassem.

Intel comunica agora, contudo, que este é um problema que também afeta os processadores mais recentes, como os Skylake e Kaby Lake, de 6ª e 7ª geração, e também processadores mais antigos do que os nomeados inicialmente, tal como os processadores de 2ª e 3ª geração, Sandy Bridge e a Ivy Bridge.

A gigante tecnológica revela ainda que, no suporte a sites, os patches podem levar a quebras de velocidade de apenas 2%, mas o impacto cresce para um intervalo entre 18% e 25% em tarefas que exijam o processamento de grandes volumes de dados,.

A Intel reconheceu ainda não saber a causa destes problemas, uma revelação que parece estar em conformidade com uma comunicação mais transparente prometida pela empresa. Mas afirma estar a trabalhar para sanar os “efeitos secundários” da instalação dos patches nos chips comercializados.

Recorde-se que, apesar de só este ano terem vindo a público, a existências das falhas é conhecida desde julho de 2017.

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