O desenvolvimento foi feito em colaboração o Centro de Nanotecnologia, Materiais Técnicos e Inteligentes (CeNTI) e a Universidade de Aveiro reclama o pioneirismo do desenvolvimento. "Esta ainda pequena vitória, mas grande em termos avanço científico-tecnológico, abre a porta a possíveis e inúmeras aplicações no futuro. Por exemplo, ao nível dos revestimentos para iluminação e sinalética em construção civil (2D e 3D) e de dispositivos genéricos como equipamentos eletrónicos, moda artística e decorativa", explica-se em comunicado.

Os resultados foram divulgados na conferência internacional que decorreu em Aveiro na semana passada e os primeiros protótipos vão começar a ser construídos já em Agosto no âmbito de um projeto do programa Horizonteb 2020 que a equipa da Universidade de Aveiro integra. Mas a investigação para alargar a área de OLED vai continuar e o registo de uma patente está a ser estudado, decorrendo também contactos com potenciais interessados na comercialização destas estruturas luminosas.

A investigação em LEDs orgânicos tem registado grandes desenvolvimentos e do grupo português fixado no Departamento de física da UA, liderado por Luiz Pereira, conseguiu descobertas importantes com um orçamento de alguns milhares de euros.

Segundo os dados partilhados pela Universidade, a equipa obteve agora uma película com cerca de 3 centímetros quadrados, um milímetro de espessura, com estabilidade de cor, fácil modelação de cor, ou seja, qualquer tonalidade de branco pretendida – e com uma simplicidade estrutural que é facilmente transposta para a indústria, alargando ainda o conceito de prova numa película de 16 centímetros quadrados, uma dimensão ainda muito pouco comum, e demonstrou bons resultados naqueles três parâmetros.

“Com esta estabilidade de cor, possibilidade de modelação de tonalidade e simplicidade estrutural, não existe mais nenhum conhecido no mundo”, sublinha Luiz Pereira, investigador do i3N, laboratório associado em que participa a UA.

Esta unidade de investigação já ganhou um prémio de Inovação do BES em 2010, na categoria “Clean Tech”, com o projeto FotOrg – Fotovoltaicos Orgânicos de Baixo Custo. 

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