Alguns computadores Magalhães podem já não estar com as crianças para as quais foram requisitados, tendo sido vendidos a terceiros. O alerta é dado por professores que já se deparam com alguns casos.

Helena Amaral, professora no Agrupamento da Escola Quinta de Marrocos, em Benfica, refere à Lusa situações em que, quando se avisa o dia em que o computador é necessário na aula, os alunos faltam sempre. "Nestes casos percebemos que os computadores já devem ter levado algum outro destino", salienta.

As situações reportadas estão normalmente relacionadas com as famílias mais carentes, que têm acesso ao portátil a custo zero.

Entretanto, a Ministério da Educação já se manifestou, referindo, em comunicado enviado à imprensa, que "desconhece qualquer caso de venda no designado ‘mercado negro’ de computadores Magalhães atribuídos a alunos do 1.º Ciclo".

Acrescenta ainda que o presidente do Conselho Executivo do Agrupamento da Escola Quinta de Marrocos já desmentiu qualquer situação irregular.

O acesso ao Magalhães é gratuito quando os alunos são abrangidos pelo primeiro escalão de apoio social. Para as famílias abrangidas pelo Escalão B o custo do computador é de 20 euros e para as restantes é de 50 euros.

No início desta semana estavam inscritos cerca de 386 mil alunos e tinham já sido entregues 251.269 Magalhães, refere a Lusa.

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