Os mais recentes dados da IDC dão a conhecer que o mercado de PCs de gaming da região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) voltou a crescer no primeiro trimestre deste ano. A consultora indica que o mercado registou um crescimento de 50,2% face ao ano passado, com 2,4 milhões de unidades a serem enviadas para as lojas.

Os analistas da IDC preveem que o mercado continue a expandir-se ao longo de 2021, se bem que com um crescimento menos expressivo. Espera-se assim que o mercado de PCs de gaming registe um crescimento de 17,6% no segundo trimestre e um de 11,1% no terceiro. As previsões indicam que a perspetiva a longo prazo é positiva: o número de unidades enviadas para as lojas em 2025 ascenderá aos 11,5 milhões.

IDC | Previsões | Mercado de PCs de gaming | EMEA
créditos: IDC

A IDC explica que, na Europa ocidental, foram vários os fatores que contribuíram para o crescimento do segmento de gaming em PCs. Além da forte procura durante o período de confinamento, destaca-se a transição para um novo paradigma onde as famílias passaram a adotar mais equipamentos em casa.

Além disso, o adiamento do lançamento de vários videojogos para a segunda metade de 2021 ou até mesmo para o início de 2022, assim como a popularidade dos eSports e do streaming, poderão atrair mais jogadores, contribuindo para o crescimento do mercado ao longo do ano.

Os analistas indicam também que o mercado de PCs de gaming da Europa central e de leste (CEE) e do Médio Oriente e Africa (MEA) também prosperou nos três primeiros meses do ano, registando um crescimento de 64,8% e de 45,5%, respetivamente.

De acordo com a IDC, os portáteis de gaming foram os equipamentos que mais contribuíram para o crescimento do mercado e espera-se que o número de unidades enviadas para as lojas venha a registar um crescimento de 33,3%. Já no que toca aos computadores desktop, as previsões apontam para um crescimento de 3,9%.

“Apesar das dificuldades na cadeia de fornecimento, o mercado de PCs de gaming vai continuar a demonstrar a sua força ao longo de 2021”, afirma Simon Thomas, analista da IDC. “Embora exista uma escassez significativa no que toca a algumas das placas gráficas mais populares, espera-se que os equipamentos premium sejam a força motriz do mercado de gaming”.

À medida que as restrições associadas à pandemia de COVID-19 começam a ser levantadas, a vai registar uma desaceleração. “É claro que os consumidores investiram significativamente em entretenimento e equipamentos para videojogos durante o confinamento. No entanto, assim que regressarem as possibilidades de viajar, de socializar e de participar em eventos ao ar livre, espera-se que os gastos em PCs, incluindo de gaming, reduzam em 2022”, detalha Simon Thomas.

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