A pirataria de software cresceu mais uma vez a nível mundial e a
Ásia, com nomeadamente a China, a Formosa, Hong Kong, Malásia e Indonésia,
continua a ser o continente onde a actividade mais prolífera, acusou ontem
uma responsável ligada à Microsoft.



Katharine Bostick, advogada na empresa de Bill Gates, afirmou que os
castigos impostos pela maior parte dos governos não são suficientes, o que
resulta no crescimento em larga escala do fabrico e distribuição de produtos
falsificados. "Envolve crime organizado", defendeu a responsável numa
conferência de tecnologia que decorreu na Malásia. "Quando lidamos com
falsificações de topo, falamos de organizações que mantêm uma cadeia
completa de fornecimento, de distribuição e fabrico, num processo
absolutamente baseado no lucro".



A advogada da Microsoft citou dados da Business Software
Alliance
, da qual a empresa de Bill Gates faz parte, que demonstram que
a pirataria a nível global aumentou em três por cento, atingindo 40 por
cento dos produtos de software vendidos em 2001, o que conduziu a
perdas financeiras na indústria no valor de 11 mil milhões de dólares.



"Duas em cada cinco aplicações de software foram pirateadas
em 2001, o segundo ano consecutivo em que as taxas de contrafacção aumentou",
especificou Katharine Bostick, citada pela agência Reuters. "E mais uma vez,
a Ásia por si só origina perdas de vendas no valor de 4,7 mil milhões de
dólares (4,8 mil milhões de euros)".



Segundo a Business Software Alliance, o índice de pirataria na
Ásia-Pacífico em 2001 estava nos 54 por cento e a aumentar em países como a
Índia, a Malásia e Singapura. O Vietnam é o pior, como uma taxa de
contrafacção de 94 por cento, seguido da Indonésia, com 88 e da Tailândia,
com 77 por cento.



Bostick defende que são necessárias leis e sanções mais duras à
medida que os contrafactores se vão tornando mais sofisticados e as
dificuldades financeiras das fabricantes de software vão aumentando.



A advogada da Microsoft defende ainda que os governos deviam
trabalhar conjuntamente com a indústria para criar respeito pelos direitos
subjacentes à propriedade intelectual. "O problema não desaparecerá por si
só. Daqui a cinco ou 10 anos, terá contornos de muito maior dimensão".



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