O software chama-se Mourinho Tactical Board e foi desenvolvido pela tecnológica portuguesa Foward Green para o treinador José Mourinho, mas actualmente já é usado por profissionais desta área em cerca de 160 países, em "praticamente todo o mundo".

O balanço é feito por Pedro Araújo, director da empresa, que lançou a primeira versão deste quadro táctico digital a 16 de Abril. Depois de ter alargado o leque de plataformas para as quais a aplicação se encontra disponível, a empresa prepara-se agora para acrescentar-lhe funcionalidades com o lançamento de uma actualização, na próxima semana.

Os planos de agenda foram revelados pelo responsável, que explicou também que entre as novas funcionalidades a esperar se encontra um bloco de notas e a possibilidade de criar sequências de jogadas em vídeo.

A aplicação - disponível para computadores com sistemas operativos Windows, Mac e Linux, bem como smartphones e tablets Android - destina-se à gestão futebolística e planeamento desportivo, apoiando-se em critérios físicos, tácticos, históricos e estatísticos da equipa e seus adversários, encontrando-se directamente vocacionada para a utilização por profissionais.

Questionado sobre a hipótese de conceber uma alternativa dirigida a um público mais amplo, constituído por amadores ou curiosos - com uma vertente de jogo, por exemplo - o responsável pelo produto não esconde o interesse em ampliar a base de potenciais clientes, mas afirma que, para já, a equipa se encontra concentrada no formato em comercialização.

Prova disso são as "cinco ou seis correcções" que a plataforma já sofreu desde que foi lançada, há pouco mais de dois meses. Esta necessidade de estar constantemente a trabalhar no produto é um dos factores que contribui para que Pedro Araújo não tenha dúvidas em afirmar que ainda não há retorno do investimento financeiro feito pela empresa, constituída por 10 pessoas.

A Foward Green foi criada o ano passado, como "braço" dedicado à programação de uma outra empresa, a Brandit, a operar na área do marketing e publicidade digital. A necessidade surgiu para fazer face à "cada vez maior solicitação de aplicativos para telemóveis", explicou o responsável pela companhia, sedeada em Barcelos.

A aplicação que se tornou o produto mais conhecido da marca demorou cerca de cinco meses a colocar no mercado, sendo comercializada ao preço de 39,95 euros na versão para desktop, 19,95 para tablets e 9,95 para smartphones - por enquanto apenas com sistema operativo Android, mas em breve também para BlackBerry e iOS.

A actualização prometida para a próxima semana será disponibilizada de forma gratuita e automática para quem já tenha o software instalado. Aqueles que entretanto comprem a solução vão recebê-la já na sua nova versão.

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