Apesar da Guerra Fria já ser uma coisa do passado, só ontem é que o presidente norte-americano propôs o levantamento das restrições referentes às exportações de computadores topo de gama para a Rússia, China, Índia e Paquistão. O embargo irá manter-se todavia para o Iraque, Irão, Líbia, Coreia do Norte, Cuba, Sudão e Síria.



Bush transmitiu também aos líderes dos vários grupos que compõem o Congresso que irá apresentar uma proposta para o levantamento das exportações de computadores às nações "Tier 3" onde se inclui Israel e a Letónia, que deixa assim de precisar de autorização prévia para importar dos Estados Unidos. Note-se que esta decisão necessita, no entanto, de uma aprovação governamental, embora desde 1990 o controlo das exportações seja aliviado uma vez por ano, permitindo o envio para o exterior de equipamentos cada vez mais modernos.



De acordo com a agência de notícias Associated Press com a abertura do controlo das exportações, as licenças individuais e as condições governamentais prévias serão apenas requisitadas para a autorização de envios para o exterior de computadores que funcionem a mais de 190.000 MTOPS – milhões de operações teóricas por segundo. O limite actual, disponível há anos, é de apenas 85.000 MTOPS algo que os fabricante de processadores querem ver eliminado de vez. Apesar desta restrição os computadores disponíveis em algumas lojas de informática, assim como na Internet, podem apresentar esta capacidade de processamento.



A Casa Branca, justifica que a apresentação destas propostas é urgente devido à evolução tecnológica até porque os equipamentos com um único processador encomendados por correio ou através da Net, conseguem funcionar a velocidades 25 vezes superiores às registadas no início dos anos 90. Segundo o secretário de imprensa do presidente Bush, Scott McClellan, estas mudanças visam actualizar o sistema de controlo de exportações norte-americano para que este proteja mais eficazmente a segurança nacional, sem esquecer todavia a importância económica desta medida para as empresas do sector.


Bush procede assim à revisão das regras de exportação do Export Administration Act, que regula as exportações comerciais que podem ser utilizadas para fins militares. De salientar que este decreto expirou em 1990, mas tem sido mantido através de extensões temporárias. Tanto a Casa Branca como o Senado aprovaram já projectos de lei em separado para acabar com as restrições nas exportações de computadores e outros equipamentos de alta tecnologia. As disparidades entre os dois projectos estão ainda por resolver, algo que terá de ser feito antes do congresso enviar a legislação para o presidente Bush assinar.



Como seria de esperar algumas da maiores empresas desta área apoiam a proposta do presidente norte americano. A Computer Coalition for Responsible Exports, da qual fazem parte empresas como a Dell, IBM, Intel, Unisys, Apple e a Sun Microsystems, afirmou já que a recente decisão vai permitir que os controlos de exportação se mantenham a par com as inovações tecnológicas. Paralelamente, afirmam que a segurança nacional estaria mais bem protegida se fosse restringida a exportação de determinados programas, como os que permitem a maquetagem de explosões nucleares ou sistemas de direcção de mísseis.



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