Recorde-se que depois de um bloqueio de 45 dias, o Citius voltou a ficar totalmente operacional na passada quinta-feira. Os 3,5 milhões de processos que estavam inacessíveis terão sido migrados eletronicamente desde o dia 26 de setembro até o dia 16 de outubro.

Mesmo com a garantia do Ministério da Justiça, na altura fizeram-se logo ouvir queixas de que esta transferência não tenha sido bem sucedida na sua plenitude.

O Ministério da Justiça assegurou que foram migrados todos os processos menos os "antigos e sem número e cerca de 2.000 processos que precisaram de clarificação por parte do Conselho Superior da Magistratura". Além destas situações, havia também os casos de processos que não foram marcados nas comarcas para migrar, que não estavam estão quantificados.

Juízes presidentes de comarcas ouvidos pelo Público queixam-se que passado uma semana da "recuperação" anunciada, ainda subsistem erros, com situações como a impossibilidade de aceder a processos que terminaram antes de 2009, o facto de juízes estarem a receber todos os processos da sua secção, enquanto os seus colegas não recebem processo nenhum ou faltarem ao sistema funcionalidades que existiam antes do apagão informático de há dois meses".

Do lado do Ministério da Justiça assegura-se que os problemas com que se deparam os tribunais na utilização do Citius são, em grande parte, os mesmos que já se observavam antes de 1 de setembro, garantindo-se que a versão do programa correspondente às novas comarcas "permitirá a breve trecho, por ser mais flexível, corrigir situações e robustecer a plataforma".

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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