Um grupo de oito cientistas informáticos do grupo de programa de linguagem natural da Universidade de Colombia, nos Estados Unidos, liderado pela professora Kathleen McKeown – presidente do Departamento de Ciências Informáticas da Universidade – está a realizar uma experiência denominada Newsblaster que compreende a utilização de um programa para editar, resumir e escrever grandes quantidades de dados no ciberespaço.



Este projecto que já conta com cinco anos de trabalho é apoiado por instituições como a National Science Foundation e pela Defense Advanced Research Projects Agency, que têm vindo a tentar encontrar maneiras de facilitar a procura de informações feita pelos analistas dos serviços secretos. Todavia este software tem também a capacidade de poder auxiliar os consumidores a lidar com a grande quantidade de informações gerada pelos media e ajudá-los a saber quais os últimos acontecimentos.



O programa que percorre actualmente 17 sites – onde se incluem a agência de notícias Reuters, o jornal The Washington Post e o canal BBC –, reúne primeiros os artigos, categoriza-os depois por temas, e procura os termos partilhados e frases comuns que possam resultar em resumos de cinco frases – que podem ser muito desarticuladas em algumas ocasiões.



Depois de analisar o site do programa Newsblaster o director do Project for Excellence in Journalism, Tom Rosenstiel, afirmou que este programa pega nas várias opiniões e mistura-as numa apresentação que classifica como "plana" e onde 51 por cento do que está a ser noticiado pode estar correcto ou completamente errado. Também o professor Manning da Universidade de Stanford afirma que este programa é ainda muito imperfeito quando comparado com as capacidades que um repórter possui para resumir uma notícia ou receber e assimilar informações de última hora.



Todavia, apesar das imperfeições actuais, assim que o Newsblaster estiver apto poderá substituir o editor humano. Quanto ao facto do software poder apenas resumir um dos lado de uma história, o método não se aplica em relação às notícias e por isso o programa precisa de sofrer algumas alterações nessa área. Apesar de estar ainda em fase de pesquisa várias empresas de software e media demonstraram já o seu interesse em licenciar a aplicação.


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