Um relatório indica que a forma como a Apple e a Opera implementaram os seus sistemas de actualizações para os browsers não facilita a instalação de patches pelos utilizadores, o que abre portas a problemas de segurança. No mesmo documento a Google e a Mozilla são considerados mais eficientes nestes campos, enquanto a actuação da Microsoft não é avaliada.
"A reduzida eficiência das actualizações do Safari da Apple e do Opera dão aos atacantes muito tempo para usarem os exploits conhecidos para atacar os utilizadores de browsers desactualizados", escrevem os utilizadores no seu relatório.
A investigação foi feita por Thomas Duebendorfer da Google Suiça e por Stefan Frei do Instituto federal suiço de tecnologia (ETH Zurich), o que pode distorcer de algumas forma a avaliação, que inclui também o browser Chrome da própria Google. O relatório baseia-se na análise dos Web logs do Google, que analisa o tipo de browser usado e a versão.
Citado por vários órgãos de comunicação internacionais, o relatório indica que 53% dos utilizadores de versões 3.x do Safari aplicaram novos updates em três semanas. O processo tornava-se mais complicado porque exigia a instalação de actualizações ao sistema operativo Tiger ou Leopard antes do patch do browser.
As críticas apontadas ao browser Opera estão relacionadas com o facto deste só verificar as actualização existentes uma vez por semana. Segundo os investigadores, os utilizadores têm de passar por todo o processo de instalação para actualizar o browser, tal como se estivessem a instalá-lo pela primeira vez.
Três semanas depois da disponibilização de uma nova versão só 24% dos utilizadores activos do Opera 9.x tinham instalado a nova versão. O relatório nota porém que a Opera pretende modificar o sistema de actualizações na versão 10 do seu browser.
Nesta análise o Chrome da Google foi o browser com melhor classificação, com 97% dos utilizadores a instalarem as actualizações no prazo de três semanas. O sistema de actualizações do browser, que não exige intervenção do utilizador e se aplica quando o browser é reiniciado facilita este processo.
O browser da Mozilla ficou em segundo lugar, com 85% dos utilizadores a aplicarem as versões mais recentes 21 dias depois do seu lançamento. A verificação frequente da existência de actualizações e o alerta aos utilizadores contribui para esta rapidez.
De acordo com o relatório, o Internet Explorer da Microsoft foi excluído desta avaliação porque a informação do user-agent fornecida não revela a versão do browser utilizado.
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