O malware vai continuar a crescer exponencialmente durante os próximos meses, e tornar-se-á cada vez mais "preciso", por forma a atingir alvos específicos. Ao mesmo tempo, o retorno financeiro lidera entre o conjunto de razões que justificam o desenvolvimento de código malicioso.

Estas são algumas das convicções da Symantec que, a par de outras questões, tendem a ganhar relevo durante este ano como ameaças de segurança.

"As outras formas de malware vão continuar a existir, mas nota-se cada vez mais a preocupação em desenvolver código direccionado e muito ligado ao profit", referiu João Beato, durante um encontro com a imprensa, esta tarde.

O country manager para Portugal da Symantec usou como exemplo o Stuxnet, um vírus concebido para prejudicar o programa nuclear iraniano - objectivo que parece ter atingido.

Um outro fenómeno que poderemos ver acentuar-se em 2011 na área da segurança, segundo o responsável, e aqui numa preocupação crescente entre as empresas, é a protecção da identidade, "garantir que a pessoa que está a aceder à informação é a pessoa correcta".

Ainda relativamente à informação, a Symantec antevê como uma das grandes linhas críticas para este ano o aumento exponencial do volume de dados produzidos. "Estamos a falar de crescimentos na ordem dos 400 por cento. Isto coloca uma grande pressão nos departamentos de TI, porque as empresas não vão ter budget para assegurar uma resposta adequada a este aumento".

Negócio vai bem e recomenda-se

Sem adiantar valores concretos, João Beato afirmou que o negócio da Symantec em Portugal deverá crescer entre 30 a 40 por cento durante o ano fiscal que termina a 31 de Março.

"Posso adiantar que no final do terceiro trimestre atingimos o volume de negócios registados para o ano inteiro anterior".

A quota de mercado também sofreu alterações positivas, num aumento classificado como "incrível".

O crescimento deverá manter-se no próximo ano fiscal (2012), "mas será menos agressivo", considera o country manager, referindo que as empresas estão mais cautelosas e muito preocupadas com o ROI, "o que as leva a retrair os seus orçamentos".

Nota da Redacção: Foi corrigida uma gralha no entretitulo.

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