No mesmo dia em que reabriu o seu site alemão na Web com algumas alterações, depois de o ter
colocado offline a 30 de Maio, em resposta a uma ordem temporária de
restrição emitida por um juiz, a SCO começou ontem a mostrar a analistas industriais partes
do kernel do sistema operativo Linux que contêm porções do
código-fonte do Unix. Segundo a companhia, esta alegada apropriação indevida
viola o seu direito de licenciar o Unix, que afirma ter adquirido à Novell em 1995.

De acordo com um porta-voz da produtora de software citado pela
publicação InformationWeek , já foram feitos dezenas de pedidos por
clientes, analistas, programadores de Linux e jornalistas para verem em
primeira mão a validade dos argumentos da SCO. Até agora, a companhia apenas
fez a oferta de mostrar o código a analistas, mas a empresas planeia
continuar a revelar as suas provas às partes interessadas que assinarem um
acordo de não-divulgação até ao final do mês.

Este documento impede aqueles que consultarem o software de identificar
as linhas específicas de código em questão ou de descrever a localização do
código no interior do Linux, embora lhes possibilite partilhar as suas
impressões sobre a validade dos argumentos da SCO. Até agora, nem a Red Hat, nem a SuSE, duas das maiores
distribuidoras do sistema operativo open-source, solicitou confirmar
as pretensões da SCO. Esta empresa planeia permitir que os programadores
individuais de Linux consultem as suas provas numa base de caso a caso.

Em Março deste ano, a SCO processou a IBM em mil milhões de dólares, alegando que a gigante de
informática tinha tido acesso não-autorizado à sua tecnologia Unix
proprietária e que a cedeu à comunidade open-source com vista ao
desenvolvimento do Linux. De acordo com o processo, a IBM violou o seu acordo
de licenciamento com a SCO pelo Unix que é empregue como parte do sistema
operativo AIX da
IBM. Esta última afirmou que não violou um acordo com a SCO e que não foi
abordada por esta antes da instauração da acção legal.

Com vista a aumentar a pressão junto do movimento de software livre, a
SCO avisou em Maio 1.500 empresas de grandes dimensões que ao utilizarem o
Linux poderiam esta a expor-se ao risco de serem alvo de acções legais dado que,
afirmava a companhia, foi copiado código proprietário do Unix para o Linux. O
grupo alemão LinuxTag
exigiu à SCO que comprovasse as suas afirmações. Em resultado da acção da Univention, produtora de
software empresarial para Linux que acusou as práticas da empresa em
relação à plataforma open-source de serem uma forma injusta de concorrência,
um juiz alemão decidiu então emitir uma ordem temporária de restrição.

A SCO optou em seguida por remover todo o seu site alemão, por considerar que
o âmbito da ordem não era inicialmente claro. Ontem a companhia colocou no ar
um site renovado que apenas não contém informações relativas à iniciativa
SCOsource para extrair mais receitas da sua propriedade intelectual sobre o
Unix.

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