No dia 20 de outubro a ferramenta de gestão de processos Scraim chegou à sua versão pública e definitiva. Para trás ficou um período de testes com entidades selecionadas e do qual sobressai um exemplo que na opinião de César Duarte, gestor de produto na startup nortenha, ajuda a perceber a mais valia da ferramenta.



Mais de cem alunos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) usaram o Scraim numa cadeira de prática empresarial: os estudantes formaram grupos de trabalho entre si para desenvolverem ferramentas reais e que respondem às necessidades de empresas reais. E graças às potencialidades colaborativas da ferramenta, cada pessoa acabou por ser o gestor principal do seu próprio projeto.



O Scraim, explica César Duarte, junta o melhor do mundo da gestão de projetos com o melhor do mundo da gestão de processos. Reconhecendo que existem ferramentas que desempenham bem cada uma das funções anteriores, poucas juntam as melhores práticas das duas áreas em prol da engenharia de software, disse o porta-voz.



E a ferramenta desenvolvida em Portugal, por uma equipa 100% portuguesa, tem mais duas tónicas positivas: pode ser adquirida por um preço baixo – algures entre os cinco e os 25 euros mensais – e a subscrição faz-se num modelo de Software as a Service (SaaS).



O serviço, disponível através de uma ferramenta Web, é também acessível via smartphone ou tablet visto ter uma capacidade de adaptação ao tamanho de diferentes ecrãs. Mas César Duarte revelou em conversa com o TeK que as aplicações nativas do Scraim devem ficar disponíveis ainda este ano.



Mais novidades também poderão chegar se os objetivos da empresa se concretizarem: está em vias de conseguir um “grande investidor” que será fundamental para a estratégia de expansão da startup, que é um spin-off da empresa Strongstep.



Com a ajuda do grupo de investimento o objetivo passa por promover o Scraim primeiro na Europa e depois nos EUA, e de acordo com o roadmap traçado, em 2017 a startup conta ter um escritório em território norte-americano.



Para o final deste ano as metas são mais modestas, mas não menos ambiciosas: conquistar cerca de 4.000 utilizadores na versão gratuita do Scraim. Deste número César Duarte está convencido de que muitos vão acabar por converter-se a uma modalidade paga.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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