A Universal Music - editora discográfica pertencente ao grupo Vivendi Universal com um catálogo que abrange artistas como U2, Eminem e Sheryl Crow - pretende começar a publicar a partir de Outubro CDs que integram software que impede que as músicas
sejam copiadas para os discos rígidos dos computadores dos consumidores e convertidas em ficheiros com o formato MP3.



Segundo Edgar Bronfman, vice-presidente do conglomerado multimédia, citado pela agência Reuters, a Vivendi tenciona incluir o software de protecção em todos os seus CDs a partir do final do primeiro trimestre de 2002.



Esta medida vem no seguimento de uma longa batalha jurídica com a Napster, empresa responsável pelo serviço de partilha de músicas com o mesmo nome e o surgimento de vários programas semelhantes como o Morpheus e o BearShare.



As cinco grandes editoras discográficas estão actualmente a sofrer com uma descida nas vendas. Na sua opinião, este facto deriva do efeito nefasto do Napster e de outras start-ups, que permitem que os cibernautas efectuem downloads de cópias digitais de ficheiros de músicas armazenadas nos computadores dos outros utilizadores.



Em simultâneo, argumentam que os CDs pirateados representaram perdas de centenas de milhões de dólares nas suas receitas. Mas os consumidores criticam cada vez mais a estratégia agressiva adoptada pelas editoras, uma vez que já estão habituados a efectuarem cópias para uso pessoal, um direito que é garantido por lei e que se assemelha à prática exercida anteriormente de gravar cassetes áudio de álbuns.



Os CDs protegidos agora anunciados pela Universal podem ser reproduzidos em leitores convencionais e drives de CD-ROMs, afirmou Bronfman. Este responsável salientou, no entanto, que serão estabelecidos mecanismos para prevenir a cópia de faixas para computadores ou gravar as músicas em formato MP3 para CDs.



A Sony Music Entertainment afirmou recentemente que o CD do novo single de Michael Jackson, "You Rock My World", foi distribuído às estações de rádio europeias com um software de protecção contra cópias, depois da música ter surgido na Internet. Esta companhia declarou ainda que não tinha planos para utilizar uma tecnologia semelhante nos CDs distribuídos nos Estados Unidos. A BMG do grupo alemão Bertelsmann pretende também começar a testar software anti-pirataria em CDs promocionais nos Estados Unidos.



Por seu lado, a EMI Recorded Music anunciou no dia 12 (ver Notícias Relacionadas) que vai passar a utilizar uma tecnologia da BayView, uma empresa de segurança de conteúdos multimédia, conhecida pelo nome de Duolizer. A editora discográfica pretende utilizá-la nos lançamentos de novas obras de alguns dos seus artistas mais populares aos órgãos de comunicação social e a programadores de rádio, antes de estarem comercialmente disponíveis ao público.


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