O número de unidades de computadores que saíram de fábrica cresceu 16,4 por cento em 2005, para os 208,6 milhões, dinamizado pelo resultados acima das expectativas conseguidos no último trimestre do ano, diz a IDC. A consultora prevê porém que a taxa de crescimento abrande em 2006 para os 10,5 por cento, reflectindo o receio global da subida das taxas de juros e dos combustíveis, um valor que poderá ser revisto ao longo do ano mediante a performance dos vários trimestres.




Os valores da IDC incluem computadores desktop, portáteis e servidores com tecnologia x86, mas o maior crescimento voltou a situar-se nos notebooks, que ajudaram a dinamizar os números de vendas a par com a redução de preços.




Com uma ligeira diferença devido a formas de cálculo diversas, a Gartner aponta para valores de crescimento de unidades vendidas de 15,3 por cento durante o ano de 2005.




Os últimos três meses do ano de 2005 a IDC registou números de vendas também acima do esperado, mantendo o estatuto de melhor trimestre com uma subida de 17,1 por cento. Recorde-se que em Novembro a consultora tinha apontado para um crescimento de 15,8 por cento durante este período.




Apesar do crescimento das vendas, as quotas de mercado das empresas mantiveram-se quase inalteradas, com a Dell a manter-se no primeiro lugar e a crescer um pouco acima da média das concorrentes. A empresa continua a revelar uma boa performance em mercados fora dos Estados Unidos, nomeadamente na Ásia.



Em segundo lugar, a HP cresceu menos do que a média do mercado, acompanhada pela Lenovo, número três a nível mundial, sendo ambas afectadas pela baixa procura nos Estados Unidos. Pelo contrário, a Acer, na quarta posição, cresceu 53,9 por cento ao longo do ano mantendo a posição de fabricante com maior ritmo de crescimento nos últimos dois anos e alcançando uma forte posição no mercado europeu.



Europa ultrapassa os EUA

A redução da procura nos EUA permitiu que a Europa ultrapassasse a quota de mercado registada na América do Norte, absorvendo 33,2 por cento do total da produção mundial de computadores pessoais contra os 30,7 por cento vendidos no mercado norte-americano. Embora nos últimos anos os dois mercados se tenham mantido muito próximos, esta é a primeira vez que a Europa ultrapassa os Estados Unidos, diz a Gartner.




Segundo a consultora, o facto da Ásia produzir mais PCs do que as outras regiões justifica o facto da Intel entregar aqui mais chips, apesar das vendas de equipamentos continuarem abaixo da Europa e dos EUA.

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