Em 2006 as vendas de PCs ficaram 10 por cento acima dos números registados no ano anterior. Ao longo de doze meses chegaram ao mercado 239,4 milhões de novos computadores que permitiram gerar uma receita de 201,1 mil milhões de dólares. Os números são do Gartner Group que para 2007 prevê poucas mudanças ao nível do valor gerado pelo mercado.



As estatísticas da consultora indicam que este ano as vendas não vão crescer mais de 9,9 por cento e apontam para uma receita gerada na ordem dos 201,3 mil milhões de dólares, que é justificada pelo corte de preços nos equipamentos. A estratégia de corte de preços não é novidade neste sector e tem vindo a ser usada pelos fabricantes como forma de ganhar quota de mercado, depreciando valor.


É aliás numa estratégia deste tipo que a HP se tem apoiado para saltar lugares na tabela mundial de vendas e ultrapassar a Dell, que durante anos liderou as vendas de PCs.



Em 2006, a liderança ficou com a HP nos dois últimos trimestres do ano. No último a fabricante angariou uma quota de 17,4 por cento, num crescimento de 23,9 por cento face ao mesmo período do ano passado.



Também a Sony usou a mesma receita, depois de durante anos optar por manter a mesma linha estratégica e não entrar na guerra dos preços. A receita será possivelmente para continuar a usar já que a fabricante japonesa conseguiu desta forma melhorar a sua quota de mercado nos Estados Unidos, onde ao longo do ano passado o mercado cresceu apenas 1,2 por cento. Isto embora no último trimestre do ano as vendas tenham diminuído 3,2 por cento, tendência justificada pelo atraso no lançamento do Vista.



Voltando aos números de quarto trimestre, a Dell acumulou uma queda no ranking mundial de 8,9 por cento, passando a controlar apenas 13,9 por cento do mercado, a posição mais fraca dos últimos quatro anos. Apenas nos Estados Unidos a ainda líder de mercado mundial nas vendas anuais manteve também a liderança no quarto trimestre.



A Acer, que ocupa o quarto lugar mundial de vendas - logo depois da Lenovo que fechou os últimos três meses do ano com uma quota de 7,1 por cento - manteve o ritmo acelerado de crescimento continuando a ganhar terreno à concorrência. A empresa terminou o trimestre com uma quota de 6,8 por cento mas ao longo de todo o ano as suas vendas melhoram 37,1 por cento.



A Toshiba esteve igualmente bem nas vendas anuais que melhoraram 27,3 por cento garantindo a manutenção do quinto lugar de vendas na tabela mundial. No último trimestre do ano a empresa captou 3,8 por cento do mercado.



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