
O Windows 10 já representa 18% da base instalada de computadores em Portugal, revelou Rita Santos, líder da divisão Windows e Surface da Microsoft Portugal. "O Windows 10 é o momento que a Microsoft vive agora, é um momento especial pois não é só um sistema operativo: é uma mudança no paradigma do que é o sistema operativo", disse em conferência de imprensa.
O valor divulgado tem origem nos números da StatCounter, que faz as estimativas com base no número de computadores que acedem à Internet. De acordo com Rita Santos esta é a adoção mais rápida de sempre do Windows no mercado português e já conseguiu inclusive ultrapassar o Windows 8.1 em quota de mercado.
A executiva detalhou um pouco mais dizendo que o objetivo traçado para Portugal - um milhão de instalações no primeiro ano após o lançamento do software - está muito próximo de ser cumprido. Um valor que deixa a Microsoft satisfeita tendo em conta que o Windows 10 foi lançado há cerca de quatro meses.
"Há um efeito relacionado com a atualização dos PCs com Windows 7 e Windows 8. Tivemos um crescimento muito rápido pois os utilizadores tiveram as notificações a cair nos dispositivos com os quais trabalhavam e esses atualizaram naturalmente através da Internet", acrescentou a responsável da divisão Windows, em conversa com o TeK.
Mas Rita Santos também vai já antecipando que os números nem sempre serão assim 'pujantes', por força da adaptação do mercado. "É natural que o crescimento abrande pois vamos começar a refrescar PCs", referiu, lembrando sobretudo os utilizadores com máquinas mais antigas que ainda usam o Windows XP, por exemplo.
"As pessoas têm dito que a experiência [com o Windows 10] tem sido muito boa", salientou Rita Santos. Mesmo para os utilizadores que atualizaram do Windows 7, pois permitiu encontrar uma experiência de utilização mais familiar.
A versatilidade de computadores que o Windows 10 permite e algumas novidades como as aplicações universais têm sido elementos apontados como positivos pelos utilizadores, adiantou a executiva.
Falando ainda dos números positivos que têm sido atingidos em Portugal, Rita Santos aproveitou para defender a empresa das críticas que dão conta de uma estratégia mais agressiva da Microsoft relativamente à atualização do sistema operativo. "Não temos o objetivo agressivo de empurrar necessariamente o Windows 10, foi desejado. As pessoas que receberam o Windows 10 foram pessoas que nos expressaram essa vontade", explicou Rita Santos, lembrando ainda que a própria Microsoft está a aprender com o processo de atualização pois também neste ponto de vista o Windows 10 é diferente de tudo aquilo que a empresa já fez até à data.
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