Hoje é o dia do lançamento do muito antecipado e várias vezes
renomeado Windows Server 2003, da Microsoft, quase um ano e meio após a
disponibilização da última versão Beta em 2001. Basicamente, pode-se
dizer que o novo sistemas operativo é uma versão do Windows 2000
que beneficiou de um período de três anos durante o qual foram incorporadas à
plataforma várias melhorias e sugestões efectuadas pelos clientes.

Como resultado, a Microsoft defende que conseguiu um melhor desempenho,
ferramentas de administração mais eficientes e um serviço de directório em
rápida evolução, indo assim de encontro às necessidades actuais dos clientes
empresariais. A nova geração do sistemas está mais rápida e estável,
possuindo ainda uma série de ferramentas que facilitam o desenvolvimento de
aplicações em rede e uma série de novos serviços para alterar a configuração
da rede.

De salientar também os avanços significativos na segurança e na integração de
sistemas que contribuem para consolidar a fiabilidade e flexibilidade das
funções empresariais. Apesar de não ser revolucionário, isto é, navegar numa
direcção completamente oposta à do Windows 2000, baseia-se nas suas vantagens
e corrige as fraquezas, de forma a melhor enfrentar a concorrência do Linux
no mercado dos servidores.

No que toca aos serviços de funcionamento em rede, as suas melhorias tornam a
infra-estrutura de rede mais versátil, controlável e fidedigna. As funções
melhoradas de Distributed File System e File Replication
Service
disponibilizam aos utilizadores um acesso consistente aos
ficheiros, onde quer que eles estejam. Um melhor serviço de cluster
facilita a administração num ambiente distribuído e reforça as opções em
escala para as aplicações.

As alterações realizadas ao Active Directory facilitam a sua
instalação, administração e actualização, ao mesmo tempo que oferecem um
melhor suporte para as aplicações. Em consequência, o Windows Server 2003
melhorou a disponibilização de serviços básicos, como Web, rede,
administração, ficheiros e impressão. As funções do directório permitem
desempenhar várias tarefas, como zelar pelo cumprimento da política de
segurança.

A segurança tem sido, aliás, um dos principais pontos fracos do Windows até
hoje, Para contrariar esta tradição e no sentido de oferecer protecção ao
sistema logo após a sua instalação, a Microsoft bloqueou a configuração
pré-integrada do Windows Server 2003. Assim, por exemplo, o Internet Information Server
6.0
não é instalado automaticamente e restringe o acesso e privilégios.
Quando os administradores de sistemas pretenderem actualizar, poderão
encerrar determinados buracos de segurança através de um guia de acesso
restrito.

Ainda na mesma área da segurança, este novo Windows torna também a
infra-estrutura de chave pública (PKI) - para a encriptação de documentos -
bastante mais fácil de utilizar. Apesar de os certificados de PKI serem
difíceis por si só de implementar, as melhorias efectuadas no Active
Directory
do Windows Server 2003 permitem que este lide com a emissão de
certificados e a sua logística de manutenção enquanto objecto de política de
grupo que específica condições e um certificado para vários utilizadores, que
são registados de uma forma automática e segura. As companhias podem assim
definir e manter muitos mais ambientes seguros.

O desempenho da plataforma empresarial da Microsoft também aumentou, sendo
agora capaz de suportar melhor servidores de maiores dimensões, como os que
se baseiam em processadores de 64 bits, como o Itanium 2 da Intel e o Opteron da AMD. O sistema operativo também adquiriu estabilidade,
mediante modificações introduzidas que permitem a protecção dos
drivers, o isolamento de processos e a tolerância a falhas. Servidores
individuais podem aguentar com um maior número de utilizadores e a realização
de backups e de recuperações do sistema não desaceleram o desempenho.

As dificuldades na administração do Windows foram também, até agora, outra das
principais fontes de queixas efectuadas aos sistemas operativos empresariais
da gigante de software. Mas esta nova versão oferece também benefícios
em flexibilidade, funcionalidade e custo, oferecendo vantagens efectivas no
que toca à administração de um ambiente de computação distribuída, em parte
devido à introdução de processos de gestão de mecanismos de actualização e
correcção. O Microsoft
Operations Manager
possibilita às companhias a hipótese de monitorizarem
em tempo real o desempenho do sistema.

Considerando o Windows Server 2003 na vertente de plataforma de aplicações,
constata-se que a infra-estrutura .Net vem incorporada na plataforma,. Serviços aplicacionais pré-integrados como o ASP.Net e a monitorização de
transacções permitem o desenvolvimento de novas aplicações mediante a
utilização de ferramentas familiares e menos código. Esta nova geração do
Windows 2000 oferece ainda o suporte de aplicações Windows já existentes e
facilita a sua transformação em serviços Web.

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