Marcando presença em 17 países da Europa, a gigante editorial Wolters Kluwer chega agora a Portugal, associada à Coimbra Editora, para endereçar o mercado jurídico com serviços e produtos de base tecnológica, entre eles uma base de dados online e uma suite para gestão de expediente de escritórios de advogados.



Portugal é classificado pelos responsáveis da Wolters Kluwer como, "um mercado interessante". "Além de existirem 30 mil profissionais ligados à área jurídica, o sector mostra muita atracção pelas tecnologias da informação, com aquilo que creio ser a maior taxa de utilização em toda a Europa", afirmou Rolv Eide, CEO da Wolters Kluwer, Tax & Regulatory Europe durante uma conferência de imprensa esta manhã, baseando-se nos números reunidos em 2003 pela Ordem dos Advogados.



As soluções que Wolters Kluwer está agora a lançar em parceria com a Coimbra Editora compreendem a adaptação e transposição dos conteúdos jurídicos da editora portuguesa para as suas plataformas, envolvendo uma equipa de 12 profissionais que estarão a "tempo-inteiro" adjudicados a sua actividade em Portugal, com funções associadas à actualização dos três produtos disponibilizados.



Com a base de dados JusNet, o jornal JusJornal e o software JusGestão multinacional quer ganhar 10 por cento do mercado jurídico português no prazo de aproximadamente um ano. "Temos como ambição resolver todos os problemas dos advogados, por isso apostamos em soluções tecnologicamente avançadas, fáceis de utilizar e sempre actualizadas", salientou Salvador Fernández, gerente da Wolters Kluwer Portugal, durante a conferência de imprensa.



A empresa promete alargar o portfólio agora iniciado e apresentar uma oferta mais completa para a área jurídica. "Vamos aguardar um pouco para ver a reacção do mercado e poder avaliar de uma melhor forma as necessidades do mesmo com vista ao lançamento de outros produtos", explicou Salvador Fernández.



Está igualmente prevista para Portugal a entrada da Wolters Kluwer em outras áreas de negócio, nomeadamente o sector dos impostos e recursos humanos.



Wolters Kluwer propõe base de dados, jornal e ferramenta de gestão a advogados portugueses

O portfólio inicial da Wolters Kluwer em Portugal será constituído por uma base de dados, um jornal, ambos online, e uma ferramenta de gestão para escritórios de advogados. A base de dados JusNet incluirá legislação, jurisprudência e formulários e modelos, assim como abstractos, índices e resumos, de modo a facilitar a consulta da informação. Está igualmente garantida uma ferramenta de pesquisa universal e alertas relativamente aos temas seleccionados pelo utilizador como de interesse maior, que chegarão por email.



O JusJornal será publicado às 11 horas dos dias úteis e estará centrado na actualidade jurídica, pretendendo fazer chegar a advogados, solicitadores, juízes, entre outros, as notícias dos factos mais relevantes do seu sector profissional. A actualização é diária, com envio do índice de conteúdos por email. O JusJornal é pesquisável e prevê a impressão da informação disponibilizada em formato PDF.



Com a JusGestão, a Wolters Kluwer Portugal propõe uma ferramenta de gestão para escritórios de advogados, que permitirá a automatização de todo o expediente, nomeadamente a agenda, os pagamentos, os processos e a facturação. A empresa diz que o preço será um dos seus argumentos competitivos no que diz respeito a esta solução, que quer fazer chegar não apenas aos grandes escritórios de advogados, como é costume, mas também a empresas de menor dimensão.



A JusGestão compreende um custo anual de subscrição de 289 euros, a que acrescem 66 euros também anuais (valores sem IVA) se o utilizador quiser "contratar" as actualizações que se forem produzindo. Florbela Jorge, directora editorial, salienta no entanto que os preços variam conforme o volume de licenças adquiridas.



Os valores de subscrição anual para a JusNet e para o JusJornal são respectivamente de 595 e 148 euros (sem IVA). Os produtos agora lançados gozam de um período de promoção que se prolonga até ao Verão, "mais precisamente até às férias judiciais", segundo Florbela Jorge, com descontos de cerca de 10 por cento.



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