Vai ser divulgado hoje na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra o estudo Ciberbullying - Um Diagnóstico da Situação em Portugal. O documento conclui que 15,6% dos estudantes do ensino básico e secundário já foram vítimas de ciberbullying, revela o jornal i. No entanto, o número de alunos que admitem já ter tido contacto com alunos que foram alvos deste tipo de violência é bastante superior, fixando-se nos 32,8%.


Outros 9,4% confessaram ter utilizado canais digitais para atacar ou ameaçar colegas, sendo que há uma ligeira tendência para as agressões partirem de rapazes. As vítimas são quase em proporções idênticas rapazes e raparigas.


Insultos, ameaças e humilhações através da Internet ou de outros meios digitais cabem na definição de ciberbullying estudada na pesquisa, onde se revela que o SMS e os canais de comunicação instantânea são os mais populares entre os alunos e também os mais usados neste tipo de violência, embora as redes sociais e o email também sejam recursos utilizados.


Os investigadores também analisaram esta realidade noutro universo escolar, o do ensino superior, e concluíram que aí o ciberbullying se manifesta principalmente através da difusão de fotografias íntimas nas redes sociais, consequência de conflitos entre namorados.


Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, o estudo teve por base um inquérito realizado junto de 168 rapazes e 171 raparigas, alunos da região de Coimbra e Lisboa, no 6º e 8º ano. Foi o ponto de partida para uma investigação mais alargada que durante o próximo ano letivo irá incluir 2 mil alunos, em todo o país.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira