Foi formalmente iniciado o plano de lançamento do Osaka Track. O projeto foi assinado por 24 países e almeja implementar uma estrutura comum que permita a partilha internacional de dados. A iniciativa é liderada pelo Japão, que defende a criação de um conjunto de regras capaz de balizar a forma como este fluxo de informação pode acontecer no futuro.

O documento dá especial importância à proteção de informações pessoais, à propriedade intelectual e à cibersegurança.

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Na lista de signatários encontram-se grandes potências mundiais, como os Estados Unidos, a Rússia ou a China, mas isso não impede que já existam algumas questões sobre se o documento será, ou não, aplicado. Muitos dos participantes defendem uma política protecionista na defesa dos seus dados. Tanto a China como a Rússia exigem que os dados sejam alojados localmente - primeiro por motivos de concorrência e depois porque a medida ajuda a gerir questões políticas relacionadas com dados. Já a União Europeia demonstra algum receio em partilhar informações com países que não fazem parte da comunidade.

A Índia, a Indonésia e a África do Sul, que fazem parte do G20, preferiram ficar de fora do acordo.

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, comentou que as economias que têm no digital uma das suas forças motoras podem assim inovar e crescer mais.

Esta é apenas a fase inicial do processo, que podem nem sequer vir a conhecer um fim conclusivo. No entanto, o tema vai ser debatido pela Organização Mundial do Comércio, por 78 países que já manifestaram interesse em participar nas negociações.

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