O Governo alemão recomendou aos internautas que procurem uma alternativa ao Internet Explorer, depois da Microsoft ter reconhecido que vulnerabilidades ainda não corrigidas podem ter estado na origem dos ataques às contas do Gmail.
O "aconselhamento" do Bundesamt für Sicherheit in der Informationstechnik já mereceu resposta por parte da fabricante, que alega que o risco para os utilizadores é baixo e que a segurança pode ser reforçada modificando as configurações do navegador, uma medida que parece não bastar para o departamento alemão de segurança informática.
Um alerta publicado a semana passada pelo director da divisão de segurança, Mike Reavey, no blog Security Response Center dava conta de uma vulnerabilidade crítica, por corrigir, no Internet Explorer e reconhecia que a falha no navegador foi usada nos ataques de Dezembro ao Google e a outras empresas.
Enquanto não é lançado o patch, a empresa aconselhava os utilizadores do browser a protegerem-se quanto à possível exploração desta vulnerabilidade alterando as configurações de segurança para o nível "Elevado".
"Os ataques ao Google foram conduzidos por "pessoas muito motivadas e com fins muito específicos", salientou o porta-voz da Microsoft na Alemanha, Thomas Baumgaertner, citado pela imprensa internacional."Não houve quaisquer ataques contra os utilizadores comuns da empresa, por isso não apoiamos esta recomendação", acrescentou tentando "aligeirar" as preocupações alemãs.
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