O reltório da concorrência na banda larga realizado pela Associação Europeia de Telecomunicações (ECTA), relativo ao terceiro trimestre de 2005, mostra que Portugal continua atrasado nesta área, situando-se no 11º lugar entre os 15 Estados da União Europeia. O crescimento conseguido de 6 por cento não é suficiente para acompanhar a média de aumento de ligações de banda larga na Europa, que se situa nos 10 por cento.




Segundo os dados da ECTA, Portugal detinha neste período 1.127.455 ligações e uma taxa de penetração da banda larga de 10,8%, sendo que as taxas de crescimento estão abaixo das expectativas e obrigam à manutenção no mesmo lugar da tabela que tinha há dois anos atrás.




Os dados são consistentes com os números recolhidos pela Anacom, a entidade reguladora do mercado em Portugal, que apurou para o terceiro trimestre a existência de 1.132.008 clientes de banda larga, sendo 640 mil de ADSL e 488 mil de cabo. O número de utilizadores de banda larga em Portugal cresceu mais de 50 por cento no ano em que pela primeira vez o ADSL ultrapassou as ligações por cabo.




Numa análise mais ampla, baseada num relatório da SPC Network, a ECTA diz que a falta de concorrência no mercado europeu de banda larga custa à Europa 20 milhões de linhas, que poderiam servir os cidadãos se os reguladores tivessem uma atitude mais firme. A associação defende mais uma vez que nos mercados onde a concorrência é mais intensa os clientes são beneficiados com soluções inovadoras e preços reduzidos, garantidos pela criação de novas oportunidades de negócio para os operadores.



Apritel quer mais exigência
Comentando o estudo a ECTA, António Coimbra, Presidente da APRITEL (Associação dos Operadores de Telecomunicações), defende que "Para alcançar e até ultrapassar os nossos parceiros europeus, temos que ser muito mais exigentes com a implementação da Banda Larga em Portugal". Em comunicado o responsável da associação portuguesa adianta ainda que "as entidades competentes têm que ser muito mais determinadas a criar condições que permitam aos operadores alternativos aceder à infra-estrutura base de telecomunicações em condições não discriminatórias".

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