
Um novo relatório da Feedzai, o “unicórnio” português especializado numa plataforma de Inteligência Artificial que procura tentativas de fraude e outros crimes em transações financeiras, revela que o número de ataques com fraudes bancárias aumentou significativamente no primeiro trimestre no ano. Em comparação com os últimos três meses de 2020, o número registou um crescimento de 159%.
Os dados dão a conhecer que 96% de todas as transações bancárias registadas ao longo do período em análise ocorreram através da Internet. Com cada vez mais consumidores a acederem a serviços de homebaking, a percentagem de tentativas de fraude bancária online também aumentou, perfazendo 93% do total de tentativas identificadas no primeiro trimestre do ano.
O relatório indica que os restantes 4% do total de transações ocorreram ou através de agências bancárias ou por serviços prestados através de chamada telefónica. Embora as práticas tenham uma menor expressão, a Feedzai detalha que as transações em agências bancárias aumentaram 442% face ao último trimestre de 2020, uma vez que as restrições implementadas no contexto da pandemia de COVID-19 começaram a aligeirar.
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No que toca a fraudes através de serviços bancários telefónicos, os dados indicam que houve um aumento de 728% de tentativas em relação aos últimos três meses do ano passado.
Muitos consumidores optam por fazer compras online a partir dos seus smartphones. O relatório os utilizadores de equipamentos Android são mais frequentemente vítimas de esquemas fraudulentos, perfazendo 66% do total de transações mobile fraudulentas. Já no que toca aos equipamentos iOS, a percentagem situa-se nos 34%.
O Top 5 de esquemas fraudulentos mais comuns é liderado por uma tática, conhecida como “Account Takeover” (ATO), com 42%, onde os “burlões” ganham acesso a credenciais e tomam o controlo de uma conta.
A ocupar o segundo lugar, com 23%, está uma outra tática onde os cibercriminosos abrem contas usando uma identidade roubada. Em muitos dos casos as vítimas só se apercebem do sucedido quando são contactadas por uma entidade cobradora de dívidas.
A fechar o “pódio” estão os esquemas onde os criminosos contactam as vítimas fingindo que são uma entidade governamental ou autoridade correspondem a 21% do total. Em destaque estão ainda os esquemas onde as vítimas são defraudadas através de compras online que nunca chegam ao destinatário (15%) e ainda phishing (7%).
“À medida que as restrições associadas à pandemia de COVID-19 começam a ser levantadas em muitas partes do mundo, os consumidores estão a fazer mais gastos” indica Jaime Ferreira, Senior Director of Global Data Science na Feedzai, sendo esta uma situação que dá aos cibercriminosos mais margem de manobra para tentarem levar a cabo as suas intenções maliciosas.
“As instituições financeiras precisam de assegurar não só que estão preparadas para um aumento significativo no volume de transações, mas também para lidarem com o aumento de tentativas de fraude” que daí pode advir”, sublinha o responsável.
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